O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil
Enviada em 04/04/2020
Jean Jacques Rousseau, filósofo iluminista, afirma que o progresso de uma sociedade está intrinsecamente ligado à autonomia social dos cidadãos que a compõem. Todavia, no cenário brasileiro observamos a precariedade de programas sociais voltados ao esporte, esses que poderiam contribuir para reduzir as desigualdades da conjuntura atual. Esse fator que acomete os indivíduos, sobretudo as classes baixas, vai de encontro à máxima de Rousseau, evidenciando uma das mazelas da sociedade hodierna. Assim, é necessário discutir os aspectos sociopolíticos de programas voltados ao esporte, em prol da formação do ser social proposto por Rousseau.
Mormente, de uma perspectiva prática, observa-se que há projetos sociais esportivos nas diversas regiões brasileiras, no entanto, mesmo que a maioria sejam de programas governamentais, pode ser observado os entraves por trás desses.O esporte é um dos fatores culturais que possuem um papel fucral na formação do indivíduo, porque, a partir dele, o mesmo pode construir a sua identidade social e se reconhecer como cidadão que pode fazer a diferença na sociedade. A maioria desses projetos esportivos estão vinculados à escolas, que mostram, por meio de estudos, a dimunuição da evasão escolar com o início do projeto.
Na Região Norte do país, especificamente no Amazonas, surgiu o ‘Projeto Cidadão’, que por intermédio do governo estadual em parceria com a prefeitura, criou o programa a fim de contabilizar a frequência dos alunos, no qual criou-se diversas modalidades de esportes, que beneficiou muitas crianças e adolescentes, que desenvolveram uma vida saudável e criaram um convívio social com harmonia, disciplina e respeito para com seus professores e demais colegas de atividades.
Assim, medidas exequíveis são necessárias para expandir e efetivar a criação de programas sociais voltados para o esporte e a educação dos indivíduos, visto que temos no esporte, o papel de formação do ser social participativo. O Ministério da Cidadania, como responsável pelo esporte no Brasil, poderá expandir e investir nesses programas já existentes em alguns órgãos não governamentais e escolas brasileiras e transladar para as periferias e principalmente às áreas mais pobres do Brasil, visto que a criança praticando esporte, custa dez vezes menos do que um presidiário. Essas poderão sim, ascender economicamente. Dessa forma, o Brasil tornar-se-á mais justo e coeso, aproximando-se do bem estar social proposto por Rousseau.