O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil

Enviada em 15/04/2020

A prática esportiva se manifesta como agente capaz de atuar proficuamente sobre corpo e a mente do ser humano, uma vez que transfere efeitos positivos tanto para esportista quanto para o ambiente social em que ele vive. Ao observar, especificamente, o contexto no qual está inserida a sociedade brasileira, verifica-se que há cenários de vulnerabilidade social entre jovens e adolescentes: a crescente criminalidade que os abarca, como também a ausência de infraestrutura para o desenvolvimento dos esportes - situações que afetam diretamente a dignidade deles. Neste sentido, é possível vislumbrar que, por meio do investimento no desporto, existe uma oportunidade para transformar esse cenário adverso.

É relevante dizer que, desde o seu nascimento, ao homem dever ser ensinada a possibilidade de ele contribuir para transformar a comunidade em que ele vive. Entretanto, isso somente ocorrerá a partir de um despertar de consciência, que certamente será manisfestado se aqueles vulneráveis estiverem cingidos pelo manto do desporto. Sendo assim, desde o início da vida estudantil, o ambiente escolar talvez seja o espaço no qual crianças, jovens e adolescentes estabeleçam o primeiro contato com as diversas modalidades esportivas. É na escola que se vê a proeminente função do professor de educação física, personagem capaz de descobrir e fomentar talentos, assim como de gerar nos alunos o desejo de transformação social, uma vez que os discentes serão fortemente confrontados com a sua própria realidade.

Paralelamente, é importante lembrar que o evento dos jogos olímpicos, criado pelos gregos, conseguiu reunir pessoas de diferentes níveis sociais, colocando-as sob uma condição de igualdade. Desde então, o contexto das disputas esportivas transmitiu, ao longo dos séculos, uma mensagem sobre a importância do tratamento isonômico aos esportistas e aos que assistem ao espetáculo. Além disso, o esporte representa uma ponte para que pessoas com deficiência ou aquelas com problemas decorrentes de uma saúde frágil vençam as limitações que a vida lhes impõe.

Por fim, para que tais efeitos se concretizem, o Ministério dos Esportes juntamente com o Ministério da Educação devem destinar recursos para a construção de centros poliesportivos em regiões que apresentem baixos índices sociais, assim como para a formação de educadores físicos qualificados, a fim de que as políticas públicas implementadas sejam efetivadas e consolidadas em todo o território nacional. Da mesma forma, o setor privado, por meio das grandes empresas, deveriam investir parte de seus lucros em organizações não governamentais cujas atividades se destinem ao fomento da prática esportiva para fins de inclusão social.