O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil
Enviada em 05/04/2020
“Forrest Gump” - filme norte-americano de 1994 - protagonizado por Tom Hanks, mostra a vida de um homem que, mesmo com o Q.I consideravelmente baixo, torna-se um astro do esporte, participando de momentos importantes da história como a Guerra do Vietnã. Fora do mundo cinematográfico, percebe-se a importância do esporte como ferramenta de inclusão social, independente da classe, renda ou condição física. Portanto, é dever do governo implementar na sociedade atividades que viabilizam essa dinâmica social.
Precipuamente, é essencial pontuar a relevância do esporte e seus princípios que são adquiridos por cada indivíduo, tais como: a responsabilidade; o compromisso; a humildade. Tópicos esses primordiais para outras áreas da vida. Outrossim, são os dados comparativos apresentados pelo especialista em Direitos Humanos e Segurança Pública em que aponta a maior eficácia ao investir na educação do que no sistema prisional pois, além de ser mais barato, evita que jovens ingressem no mundo do crime. Portanto, investir em educação é investir em atividades esportivas, ou seja, uma redução da evasão escolar é uma possibilidade.
Exemplificando na prática, tem-se o “Projeto Nadando na Frente” - promovido pelo Instituto de Esportes - que visa famílias e crianças de baixa renda no intuito de incentivar práticas esportivas de forma gratuita. Consequentemente, há uma melhora na qualidade de vida e no desenvolvimento da criança, difundindo a paixão pelo esporte aos jovens atletas. Por conseguinte, validaria assim a “Vontade de Potência” defendida por Nietzsche, na qual há uma força motriz utilizada na conquista desejada e expansão do ser - em paralelo com o quadro atual - tendo como incentivo as ferramentas fornecidas pelo governo.
Medidas, portanto, devem ser feitas para resolver esse impasse. O Ministério da Educação em conjunto com o Ministério da Cidadania poderiam criar projetos que incluíssem espaços esportivos em comunidades carentes gratuitamente, que abrangessem desde atividades artísticas até o esporte propriamente dito, promovendo eventos, competições comunitárias (incluindo também portadores de deficiência) de forma saudável e engrandecedora. Dessa forma, o Brasil deixaria o título de “País do Futebol” para ganhar o de “País do Esporte para todos”.