O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil

Enviada em 06/04/2020

No filme “Invictus”, do diretor C. Eastwood, conta-se a história do presidente Nelson Mandela que, por meio do esporte, tenta unificar uma nação separada pelo Apartheid. Fora das telas, o esporte, mesmo sendo uma ferramenta eficaz na inclusão social, sofre empecilhos na sua difusão e valorização, no Brasil, fazendo-se necessárias medidas que altere a situação.

Primordialmente, é preciso destacar a falta de apoio ao esporte como fator crucial da problemática. Segundo dados divulgados pela empresa de conteúdos UOL, em 2020 houve um corte de 49% dos investimentos no esporte. Com isso, atletas, como os participantes dos jogos paralímpicos, sofrem as consequências do expressivo corte que dificulta e, para grande parcela, impossibilita sua inclusão social por meio desportivo.

Ademais, vê-se, a desvalorização dos desportos, apesar do reconhecimento de sua eficácia na prevenção de problemas sociais. De acordo com pesquisa exposta no jornal G1, a prática esportiva afasta crianças e adolescentes das drogas, gera cooperação e socialização, dentre outros benefícios. Ainda assim, 6 em cada 10 escolas públicas no Brasil, não tem quadras para atividade física, de acordo com dados do Censo Escolar, o que impossibilita a inserção social de milhares de pessoas, por esse meio.

Assim sendo, o Ministério da Cidadania deve realizar audições públicas com representantes dos setores esportivos, nas quais cada um irá expor qual o investimento necessário para o desenvolvimento de suas práticas, de forma que elas consigam impactar positivamente a população mediante sua inserção social, e dessa forma, obterem um repasse suficiente. Outrossim, o Ministério da Educação deve promover a distribuição de Gibis educativos sobre esportes, nas escolas, conscientizando a futura nação sobre a importância do esporte para a sociedade, afinal, de acordo com a filosofia de Kant, o homem é aquilo que a educação faz dele.