O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil

Enviada em 15/04/2020

O Brasil é um país que sofre muito com a desigualdade social, o que provoca a falta de oportunidades para jovens periféricos. Diante de uma realidade onde o crime comanda o espaço que o Estado não intervém, iniciativas esportivas para crianças e adolescentes é a opção mais viável para distanciá-los da violência e assim possibilitar a ascensão social dos mesmos, como aconteceu com a atleta Rafaela Silva, campeã mundial de judô. Entretanto, sem incentivo governamental, torna-se cada vez mais difícil a criação de organizações que auxiliem nesse processo.

A problemática da falta de investimento no esporte abrange todas as classes sociais, mas é fato que as comunidades carentes são as mais afetadas, tendo em vista que já não possuem um bom aparato educacional. Projetos como o Instituto Neymar Jr., idealizado pelo ex-jogador santista, levam dignidade para crianças em vulnerabilidade social em Praia Grande-SP, para que as mesmas tenham a oportunidade de alcançar melhores condições de vida não só para elas, mas também para suas famílias.

É evidente que devem existir órgãos reguladores para a construção de leis que garantem o acesso ao esporte para a juventude brasileira, contudo, a partir da posse de Jair Bolsonaro à presidência, o Ministério do Esporte tornou-se extinto. O referido esfacelamento demonstra certo desinteresse governamental pela garantia da inclusão social através da educação esportiva, que, por sua vez, é capaz de oferecer qualidade de vida e desenvolvimento humano para a população .

Através dos argumentos apresentados e enquanto persistir a ausência do Ministério do Esporte, faz-se necessária a intervenção da iniciativa privada nas escolas públicas, a partir da concessão de bolsas de estudos para os alunos que se destacarem nos esportes. Nesse contexto, as instituições que ajudassem a comunidade seriam beneficiadas com isenções fiscais em quantidades proporcionais aos auxílios oferecidos. A partir dessa ação, é esperado que a sociedade brasileira seja atendida em uma necessidade urgente mesmo sem amparo governamental.