O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil

Enviada em 08/04/2020

Desde a Grécia antiga, as atividades físicas eram atrações que envolviam torcedores e participantes, de forma lúdica. Nessa óptica, o esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil é uma pauta que precisa ser discutida utilizando-se dois caminhos, são eles - a educação e a segregação socioespacial.

É importante ressaltar que o artigo 229 da Constituição Federal, diz que os pais devem assistir, criar e educar seus filhos. Dessa maneira, é dever da família incentivar seus parentes à prática de esportes, pois essas atividades lúdicas requerem uma comunicação social entre os envolvidos e assim contribuem para a formação de amizades. Sendo assim, os exercícios que causam divertimento, são um ponto de intersecção entre classes sociais distintas, ao envolver gostos em comum.

Ademais, é notório que o acesso aos desportos são restritos à população de baixa renda, porque os materiais tem alto valor aquisitivo e os centros esportivos não são fornecidos de maneira gratuita. O sociólogo Émile Durkheim determinou que o Governo, a Escola e a família formam a coesão social. Com isso, a união desses três núcleos é fundamental para viabilizar o acesso democrático aos ginásios, de modo aos cidadãos poderem desfrutar juntos o lazer mútuo.

Infere-se, portanto, que utilizando-se a educação e a não segregação socioespacial é possível fortalecer o esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil. A fim de executar tal medida, cabe ao Ministério da Economia em parceria com o Ministério da Educação disponibilizarem materiais esportivos aos alunos das Escolas que não têm condições financeiras de adquiri-los, de forma a diminuir a desigualdade social e a construir uma equidade de direitos. Outrossim, os educandários devem promover competições desportivas entre alunos da rede pública e privada para unir a sociedade. Assim, o povo sentir-se-á apto a exercer sua cidadania.