O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil
Enviada em 10/04/2020
A obra cinematográfica “Um sonho possível”, relata a história de Michael Oher, um jovem que vive em lares adotivos após ser abandonado por sua mãe usuária de drogas. Marcado por traumas em sua infância, Michael não consegue se encaixar na escola e sofre preconceitos diversos. Entretanto, após ser adotado pela família Tuohy, que acredita e investe em seu potencial, o jovem contorna os obstáculos de sua vida por meio do esporte, tornando-se um dos melhores jogadores de seu time. Concomitante a isso, no Brasil, é crescente o número de pessoas que buscam no esporte a possibilidade de inclusão e melhoria de vida. Nessa perspectiva, tal cenário deve ser analisado e aprimorado a fim de que uma sociedade integrada seja alcançada.
É relevante abordar, primeiramente, de acordo com a Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948, quanto aos direitos básicos que asseguram a qualidade de vida do indivíduo, tais como o acesso à educação, saúde e ao bem estar social, em formas diversas, dentre elas, o esporte que caracteriza-se como ferramenta de inclusão social. Contudo, o cenário brasileiro mostra-se justamente o oposto. Segundo dados divulgados pela Globo, como consequência direta da extinção do Ministério do Esporte, as verbas que seriam destinadas a criação e ampliação de centros esportivos serão desviadas para outros fins, acarretando em prejuízos funcionais aos espaços atuantes.
Faz-se mister, ainda, salientar as demais adversidades que atrapalham ou impedem o ingresso no âmbito esportivo, como a escassez de locais apropriados para a prática em bairros e regiões empobrecidas e em escolas públicas, que não contam com a presença de quadras e equipamentos básicos ou iniciativas governamentais que viabilizam a execução desportiva. No entanto, como afirmado por Nelson Mandela: “Deve-se promover a coragem onde há medo, o acordo onde existe conflito e inspirar a esperança onde há desespero”, assim, evidencia-se que tais mazelas devem ser superadas.
Infere-se, portanto, que há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem a construção de um mundo melhor. Dessa maneira, urge que as entidades governamentais direcionem verbas necessárias para a preservação e manutenção dos centros esportivos encarregados pelo acolhimento e integração do indivíduo. Ademais, os órgãos privados devem ser encorajados a investir na criação otimização de locais destinados a prática de esportes e ao ingresso de profissionais qualificados para a orientação do praticante. Dessa forma, com o auxílio do esporte, o Brasil pode alcançar uma sociedade integrada.