O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil

Enviada em 16/04/2020

O desenvolvimento de tecnologias de comunicação é um marco da segunda metade do século XX. Nesse contexto, os fluxos informacionais intensificaram-se, culminando com a prática recorrente de notícias falsas, tema esse que vem ganhando proporções alarmantes nos últimos anos. Por um lado há um senso comum da internet enquanto “terra sem lei”, por outro, a ânsia por informação leva muitas vezes à desinformação e possíveis condutas criminosas.

Atualmente há no Brasil uma série de legislações que regulam as atividades virtuais, o marco civil da internet, por exemplo, foi considerado para muitos especialistas como um avanço. Na esfera criminal, têm-se a conhecida lei Carolina Dieckmann, que pune comportamentos da invasão, rastreio, roubo de dados, entre outras condutas. Contudo, apesar desses mecanismos legais, a máxima de que a internet é uma “terra sem lei”, parece vigorar no ideário populacional e práticas delituosas são consequência dessa pequenez de pensamento.

Além disso, é necessário salientar que o compartilhamento de notícias falsas pode ser conduta tipificadora de crimes como calúnia, injúria e difamação. No Brasil, segundo dados do IBGE, há aproximadamente 105.000.000 internautas, que diariamente compartilham noticias sem, muitas vezes, checar a veracidade. Insta mencionar, que as consequências de boatos na internet podem causar até a morte, foi o caso do ocorrido com uma dona de casa, que segundo o portal de notícias G1, foi espancada e morta após o compartilhamento de notícias falsas a seu respeito.

Portanto, partindo da premissa maior da educação enquanto mecanismo de desenvolvimento social, há uma necessidade de que o trabalho na educação - a nível fundamental, médio e superior - das chamadas “fake news”, seja construído pelas escolas e universidades. Além disso, a criação de ouvidorias, pelo Estado, onde denúncias sejam realizadas e uma fiscalização, através dos Ministérios de Justiça e Comunicação seja realizado de maneira mais ativa.