O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil

Enviada em 16/04/2020

Na obra “Utopia”, do escritor Thomas More, é retratado uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que o esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da desigualdade social no Brasil, quanto da ineficiência do governo em estimular práticas esportivas. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.

Primeiramente, é essencial pontuar que a desigualdade social no Brasil deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismo que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobles, o estudo é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades, boa parte da sociedade brasileira não tem acesso a educação de qualidade, dificuldade de acesso aos serviços básicos: saúde, transporte público e saneamento básico, essas pessoas dificilmente irão ter acesso a algum tipo de esporte. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Ademais, é imperativo ressaltar a ineficiência do governo em estimular práticas esportivas funciona como promotor do problema. De acordo com o Censo Escolar, seis em cada dez escolas públicas não contam com quadras esportivas, e as que contam, falta infraestrutura, não há cobertura e em dia de calor o exercício é feito embaixo de sol e quando chover a aula é interrompida. Partindo desse pressuposto, tem-se evidenciado principalmente a conduta por parte do Estado, a falta de apoio em áreas carentes, fechando uma porta que seria uma saída para crianças e adolescentes que buscam no esporte uma forma de lazer ou até mesmo um sonho de um dia se tornar um atleta.

Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade. Dessarte, com o intuito de mitigar a desigualdade social no Brasil, necessita-se urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério do Esporte, será revertido em melhorar a infraestrutura fornecendo áreas esportivas, através da criação de um suporte de acompanhamento que busque capitar novos atletas em comunidades carentes, melhorando as condições escolares, construindo e equipando quadras poliesportivas. Desse modo, atenuar-se-á em médio e longo prazo, o impacto nocivo da desigualdade social, e a coletividade alcançará a Utopia de More.