O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil
Enviada em 16/04/2020
É conhecido como paleolítico o período no qual os primeiros hominídeos iniciaram a movimentação corporal ao visar sua sobrevivência. Posteriormente, na antiguidade clássica, a movimentação coordenada seria aprimorada e oficializada como “esporte”, desta vez, para uma competição a fim de agradar aos deuses. Contemporaneamente, embora o contexto seja diferente, o esporte possui um papel inclusivo no meio social. Porém, é mister a discussão da perda desse papel por conta da crise ética governamental, que por sua vez, produz a desvalorização social da cultura esportiva. Em primeira análise, é notório que a causa da problemática advém da corrupção dos governantes. Para alicerce, é válido destacar a obra “o manifesto comunista”, na qual o autor Karl Marx discorre sobre a necessidade de acúmulo de capital e nas consequências na disso na sociedade, dentro da ideologia do modelo. Logo, nessa perspectiva, a atual consequência é a crise de corrupção refletida no poder legislativo, pois os políticos eleitos alienam-se com ideários de acumulação desenfreada de bens ao desviar verba destinada à democratização do esporte para benefício pessoal. Dado o cenário, assume-se como primordial o esclarecimento dos princípios administrativo-políticos. Assim, em segundo lugar, é observável que a desassistência estatal gera a desestimulação da cultura esportiva brasileira. Em meados do século XIX, os negros escravizados em fazendas camuflavam sua cultura para poder exercê-la, tornando a capoeira uma dança e aculturando seus deuses em santos católicos por causa de uma ideologia administrativa proibitiva. Analogamente, é o que ocorre com o esporte no Brasil, embora a situação não seja a mesma, é semelhante no fato de que, sem estímulo, uma parte da cultura esportiva é perdida no país por esse reprimir, de certo modo, os talentos aqui presente. Portanto, dá-se como necessária uma ação que reverta essa situação. Logo, dados os argumentos, urge que as autoridades responsáveis repensem seu real papel social embasados na ética do bem comum, de modo que inalienem-se a sua responsabilidade como político, e que por meio do bom senso, abandonem os princípios capitalistas de acumulação, afim de deixar a repressão cultural no passado escravista, e voltar a incentivar o esporte como ferramenta de mudança. Por esse caminho, o Brasil retomará o papel do esporte, tornará-se um país mais democratizado e ascenderá no plano internacional.