O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil

Enviada em 15/04/2020

Sêneca, pensador do Império Romano, acreditava que apenas as percepções da pessoa sobre o meio eram responsáveis por alterar o estado de tranquilidade mental dessa. Posto isso, contesta-se a notoriedade populacional diante da segregação existente na sociedade. Com efeito, reestruturações governamentais e midiáticas são medidas que se impõem como necessárias para que o esporte seja visto como ferramenta de inclusão social no Brasil.

Inicialmente, é válido ressaltar a ideia de esporte dissociada à educação. Segundo os noticiários da última década, há uma visibilidade do futebol, por exemplo, como esporte que propicia oportunidades a um grupo marginalizado economicamente, o qual não teve oportunidade de uma formação educacional de qualidade e, portanto, busca em tal atividade uma maneira de se tornar um profissional de sucesso. Entretanto, deve-se constatar que os exercícios físicos quando associados à boa formação educacional promovem um resultado benéfico não só individual, mas como também para o coletivo. A Grécia Antiga, conforme à História, já destacavam o valor das atividades por intermédio das Olimpíadas, as quais eram motivo de união social. Desse modo, o incentivo governamental à prática da educação física, excedendo o limite teórico valorizado em vestibulares nacionais, pode resultar em uma inclusão social proeminente em ambiente escolar, minimizando, até mesmo, o bullying.

Outrossim, é imprescindível mencionar a construção da imagem dos esportes no âmbito midiático. Como apresentado na obra literária de George Orwell, “1984”, as tecnologias são capazes de ter um controle sobre a população de modo velado, visto a abrangência do público que mantém acesso  e compartilhamento de dados constante. Dessa forma, os internautas passam a fortificar um elo de confiança a tais plataformas de maneira a procurá-las em busca de informações, que, no entanto, nem sempre são verdadeiras, visto a autonomia comunitária de edição das publicações. Com isso, enfatiza-se a importância de a imprensa expor uma ideia positiva de interligação do esporte e da inclusão, visto que pouca atenção é dada ao grupo de deficientes esportistas, por exemplo, reivindicando mudanças de mentalidade a essa minoria, a qual possui potencial de inserção social.

Medidas são importantes, por conseguinte, para que o esporte prospere a integração dos brasileiros. O Governo Federal deve, por meio de uma reunião com os governadores estaduais, analisar a negligência dada ao esporte em cada região, com o exercício de fiscais nos colégios, a fim de garantir a obediência às regras impostas em currículo escolar. Além disso, com tais atitudes, o Estado está a instigar o surgimento de novos atletas, os quais poderão promovê-lo em espaço internacional e suscitar um crescimento, inclusive, da economia, sem relevar o objetivo inicial: a promoção do Brasil como unidade.