O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil
Enviada em 14/04/2020
A prática esportiva inserida de maneira regular durante o desenvolvimento sócio-educacional na vida de crianças e adolescentes é uma ferramenta essencial para a superação de limites e respeito às diferenças, contribuindo, portanto, no processo de inclusão social de uma parcela populacional. No entanto, a falta de incentivos esportivos realizados pelo governo é clara e deve ser alterada, de modo a incluir populações carentes e de baixa renda.
Segundo dados do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), cerca de 45,6% dos brasileiros são sedentários, ou seja, não realizam trinta minutos de exercícios durante cinco dias da semana, como recomenda a Organização Mundial da Saúde (OMS). Assim, deste contingente de sedentários, quase metade abandonou a prática regular de atividades físicas entre os 16 e 24 anos, já que a prática de esportes em âmbito nacional não se apresenta como garantia de sucesso profissional.
Deste modo, atualmente, populações carentes e de baixa renda são as mais afetadas no âmbito esportivo, uma vez que são ignoradas e isoladas por parte de uma nação, e não recebem incentivos e profissionais capacitados para um treino regular de atividades físicas, promovendo e reforçando, por conseguinte, a desigualdade e falta de oportunidades de ascensão social e econômica aos mais pobres.
Com o grande desenvolvimento tecnológico presente nas esferas globais, o incentivo ao consumismo é inserido na vida de jovens de maneira precoce e negativa, o que gera, desta forma, conflitos internos que desviam valores e antes obtidos. Assim, é neste processo que o esporte torna-se essencial, uma vez que promove a convivência em sociedade, contribui para a formação física e psíquica do cidadão.e afasta jovens da criminalidade e marginalização.
Em suma, conclui-se que o esporte é uma importante ferramenta de inclusão social e deve ser ampliada em projetos que utilizem a prática esportiva a fim de alterar tal quadro agravante, produzindo possibilidades e uma maior inserção às populações menos favorecidas, seja através de ONG’s ou fundindo o poder público à iniciativa privada, construindo escolas que ofereçam diferentes modalidades esportivas em complexos habitacionais de recursos escassos.