O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil
Enviada em 16/04/2020
Não há dúvida de que programas sociais ligados à prática de esporte tem sido ferramentas de inclusão social no Brasil. Em comunidades carentes, principalmente, o esporte impede que crianças e adolescentes recorram à criminalidade. Mas, ainda há lugares que não possuem um projeto esportivo bem coordenado para os jovens, como as escolas públicas. Em vista disso, há a necessidade de serem tomadas medidas para solucionar ou minimizar a problemática.
Antes de tudo, dentre os fundamentos do esporte, pode-se citar a disciplina, o respeito às regras e a interação, ideais que contribuem para a formação do sujeito social, além da promoção da saúde física e psicológica, apresentada mediante a alteridade e o autoconhecimento. Nesse contexto, projetos já existentes, como o Segundo Tempo, o Projovem e a Central Única das Favelas (CUFA), que levam atividades esportivas e culturais a crianças de baixa renda, já apresentam ótimos resultados e depoimentos de superação.
Em contrapartida, os benefícios não alcançam todos os lugares necessários, pois, conforme o IBGE, a maioria das escolas públicas municipais do país têm uma estrutura deficitária para a prática de esportes. Nesse sentido, por não haver ascensão social, intelectual e pessoal em função do esporte, muitas crianças e adolescentes marginais e que passam muito tempo nas ruas, dedicados ao ócio, acabam aprendendo coisas negativas ou se envolvendo com o tráfico de drogas, seduzidos pela possibilidade de uma vida financeira farta.
Fica evidente, portanto, a necessidade de mediação da sociedade, do Estado e da mídia, entre outros agentes sociais. Assim sendo, é necessário que haja a ampliação de projetos de inclusão que usem o esporte como ferramenta a fim de mudar tal quadro, seja por meio de ONGs ou da aliança entre poder público e iniciativa privada para a melhoria da sociedade, tais como escolas de futebol e academias de artes marciais em complexos e aglomerados habitacionais onde o recurso é escasso. Além disso, a mídia deve exercer sua função social, alertando, investigando, denunciando e fiscalizando, principalmente, os demais poderes republicanos, garantindo que haja equilíbrio, equidade e decisões em prol da sociedade no Estado democrático de direito. Em suma, entre outras medidas, essas podem minimizar o problema em questão.