O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil

Enviada em 04/05/2020

O termo “esporte”, mesmo que desconhecido pela população na Antiguidade, já era praticado através das atividades físicas, e visto na Grécia Antiga, como um caminho para ser reconhecido e adquirir status social. Nesse sentido, mesmo após muitos anos, o esporte é conceituado como um grande influenciador no corpo social brasileiro, uma vez que possibilita e auxilia a inserção de jovens na sociedade. Dessa forma, é necessário analisar a falta de visão do governo em relação ao esporte como forma de educação e a ausência de estruturas adequadas para a realização de exercícios, como obstáculos no verdadeiro potencial das práticas esportivas.

Em primeiro plano, segundo o filósofo Jean-Jacques Rousseau, o homem é moldado a partir do meio em que ele vive, logo está sujeito a influências externas. Partindo desse pressuposto, o investimento no esporte poderia retirar indivíduos mais “debilitados” do meio marginalizado, uma vez que oferece uma perspectiva mais ampla e constrói um senso de coletividade e inclusão. Entretanto, a negligência e a inexistência de mecanismos por parte do governo brasileiro que possam incentivar as práticas esportivas, colaboram pra diversas dificuldades na atuação do mesmo como meio de propiciar a educação. Por conseguinte, os jovens de baixa renda, que na maioria das vezes são submetidos a ambientes mais hostis, acabam por apresentarem menos oportunidades de se ascenderem socialmente. Dessa maneira, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.            Ademais, a infraestrutura precária das escolas no Brasil, impede que a matéria de educação física seja realizada com maior afinco e complexidade. Conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia (IBGE), apenas 30% das escolas municipais apresentam quadras esportivas. Sob esse viés, mesmo que obrigatório a disciplina de educação física na grade curricular, a carência de espaços adequados origina danos não apenas ao desenvolvimento dos alunos, em quesitos como a concentração, agilidade, capacidade de organização, mas também a sua competência em seguir regras, o que consequentemente pode complicar o convívio em sociedade.

Depreende-se, portanto, que medidas são essenciais para amenizar o cenário atual. Em suma, o Governo Federal, responsável pelo poder executivo no âmbito da união, em conjunto com o Ministério do Esporte, devem incentivar o esporte, por meio de projetos e direcionamento de verbas governamentais, que visem a construção de quadras em cerca de pelo menos 70% das escolas municipais e a contratação de profissionais capacitados, afim de que os todos os alunos, incluindo deficientes físicos, possam usufruir dos benefícios concedidos pela práticas esportivas. A partir dessas  ações, será possível construir um meio em que as pessoas serão afetadas positivamente.