O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil

Enviada em 19/05/2020

A Constituição Brasileira de 1988, documento jurídico mais importante do país, garante fomentar práticas desportivas e garantir o acesso a todos. No entanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com tanta ênfase na prática. Se por um lado o esporte é um grande facilitador na inclusão social; por outro, há um grande descaso por parte do Estado em melhorar a infraestrutura.

Em primeira instância, é fundamental ressaltar que o desporte valoriza a socialização, ademais, ensina alguns valores essenciais para o ser humano. De acordo com Pierre de Coubertini, fundador do Movimento Olímpico, ressalta que o esporte transfere valores educacionais, sociais e psíquicos para os praticantes. Torna-se notório a importância do exercício na sociedade, sendo que seus benefícios vão além da parte física, abrangendo assim, psíquico e social. Consequentemente, as relações entre indivíduos são mais harmônicas, pois o esporte favorece o crescimento das noções de solidariedade, companheirismo e respeito às diferenças.

Paradoxalmente, o pouco investimento ao setor esportivo vem sendo um grande empecilho para o desenvolvimento dessa ferramenta. Segundo o Ministério da Educação, em 2016, a cada dez escolas públicas, apenas quatro tinham quadras poliesportivas. Nesse viés, percebe-se que não são todos os lugares que fornecem acessibilidade às atividades físicas. Por conseguinte, muitos adolescentes passam muito tempo dedicadas ao ócio, nas ruas, e acabam aprendendo coisas negativas e muitas vezes, recorrem ao tráfico de drogas, pela possibilidade de uma facilidade no aumento da renda, apesar de ser ilegal.

Fica claro, portanto, que medidas precisam ser tomadas para resolver esses impasses e desenvolver o desporte no Brasil. Para tanto, cabe ao Governo, em consonância com o Ministério do Esporte, investir em políticas públicas voltadas ao esporte, e construir quadras poliesportivas em locais carentes, além de melhorar a infraestrutura das localidades que já possuem. Por fim, as Ongs aliadas ao Poder Público, desenvolverem projetos sociais, a fim de melhorar o desenvolvimento psicológico, físico e social, por meio de atividades como futebol, dança, lutas, em locais à margem. Assim, a geração futura não terá os mesmos erros que a atual.