O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil

Enviada em 11/06/2020

Segundo o filósofo Friedrich Nietzsche, a arte arte exite para impedir que a realidade nos destrua. Sob tal ótica, é inegável que o esperte cumpre essa função analisando o papel transformador que este  exerce na vida de crianças e jovens carentes, ou com algum tipo de deficiência, para sua inclusão social e desenvolvimento psíquico. Entretanto, projetos sociais que incentivam esses jovens, em sua grande parte, são “invisíveis” para o Estado e para os cidadãos. Nesse sentido, convém analisarmos as principais consequências dessa postura negligente para a sociedade.

Primordialmente, e fulcral pontuar que o apoio estatal é fundamental para que a vida dessas pessoas possam ser mudadas através do esporte. De acordo com Rouseeau, na obra “Contrato social”, cabe ao Estado viabilizar ações que garantam o bem-estar coletivo. No entanto, nota-se, no Brasil, que os poucos projetos existentes, principalmente em comunidades carentes, são financiado por patrocinadores ou empresas privadas. O estado, por sua vez, tanto moralmente quanto financeiramente, pouco tem feito para incentivar tais projetos.

Além disso, com os direitos “garantidos” pela Constituição Federal, que assegura a todos o acesso à cultura e o lazer sendo descumprido pelo Estado, o comodismo da população acerca do problema colabora para a perpetuação deste. Conforme o que foi dito pelo sociólogo polonês Zygmunt Bauman a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é a característica da “modernidade líquida” vivida no século XXI. Diante de tal contexto, o que acontece atualmente é que os cidadãos atuais se tornaram individualista, consequentemente,  dando poca importância social a projetos como o esporte para a construção do indivíduo.