O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil
Enviada em 16/06/2020
O conceito de inércia estudado na Física, define que um corpo tende a permanecer em movimento contínuo, até que uma força externa venha a interromper o seu trajeto. No entanto, fora das ciências da natureza, no que concerne à prática de esportes, percebe-se a persistência de um problema inercial - a não utilização dos esportes como ferramenta de inclusão social, em virtude da falta do dinamismo ao se procurar resolver o problema em questão. Evidencia-se, então, a necessidade de promover estratégias, para alterar a questão da inclusão social no Brasil pelo esporte, que possui como causas: a falta de investimento governamental e a deficiência no apoio aos atletas.
Em primeiro lugar, um ponto relevante para essa temática é que os esportes proporcionam um sentimento de cidadania e de felicidade com as vitórias. Além disso, tem-se a construção de uma identidade com o grupo, de modo que a socialização com os indivíduos daquele meio trazem a reafirmação de pertencimento àquele local. Outra vantagem de se estimular as atividades esportivas é a inclusão social daqueles que muitas vezes são marginalizados, como: deficientes físicos e moradores de áreas carentes. Como exemplo da agregação de valor, tem-se as Paralimpíadas, inciadas desde o ano de 1960, que possibilitam uma prática esportiva inclusiva, demonstrando superação, vitórias e impacto positivo na vida dos participantes.
Numa outra perspectiva, apesar do estímulo aos esportes ter tamanha importância para o desenvolvimento do indivíduo como cidadão e minimizar as ações excludentes, persiste o problema da falta de investimento do governo na prática de esportes e a lacuna no apoio aos atletas brasileiros. Decorrente a esse fato, observa-se uma desmotivação dos esportistas, que enfrentam dificuldades para realizar seus treinos, pois, muitas vezes, não têm apoio de técnicos nem locais apropriados para os treinamentos. Tal fato pode ser identificado, pela baixa nos rendimentos de atletas, nas competições internacionais como as Olimpíadas. Nesse viés, o filósofo Paulo Freire cita que a inclusão acontece quando se aprende com as diferenças e não com as igualdades, consequentemente as causas citadas do problema, podem ser resolvidas ao serem priorizadas as vias de inclusão social do esporte.
Portanto, medidas devem ser tomadas para resolver o problema. Nesse contexto, as prefeituras, em parcerias com as ONG’s locais, devem promover a participação dos jovens em atividades esportivas, por meio da criação de escolinhas gratuitas, como por exemplo, de vôlei, judô, e futebol, em horários alternativos. Além disso, uma discussão do tema entre pais e professores, durante as reuniões escolares, para que o estímulo à prática esportiva seja efetivado, é prioridade. Desse modo, poderão ser resolvidos os problemas que permanecem inerciais, em relação ao esporte no Brasil.