O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil

Enviada em 18/06/2020

A capoeira surgiu na época da escravidão, no Brasil, como forma de resistência dos negros. Hoje em dia, essa atividade tornou-se um esporte de grande expressão cultural e legado histórico. Ante o exposto, nota-se que a prática esportiva é uma importante ferramenta de inclusão social, porém ela não é devidamente valorizada, cenário este que precisa ser alterado.

Em uma primeira análise, destaca-se o descaso governamental sobre essa causa. Nesse contexto, no ano de 2018, o Governo Temer realizou cortes financeiros no programa Bolsa Atleta, que objetiva a formação de novos esportistas. Esse panorama é problemático, pois demonstra a negligência estatal frente às práticas esportivas. Tal fator impede a integração promovida por essas atividades físicas, além de diminuir a visibilidade social e a manifestação cultural que esses jogos trazem.

Logo, perante essa realidade, conclui-se que o incentivo aos esportes gera vários benefícios. O primeiro deles é a representatividade que cada atleta traz, como o caso da futebolista Marta que, desde 2015, é considerada pela FIFA (Federação Internacional de Futebol) a maior artilheira da Seleção Brasileira, fato que é muito importante para a relevância feminina nos âmbitos esportivo e social. Além disso, essas práticas promovem a socialização de seus participantes por sua integração, o que ajuda a criar uma consciência coletiva, de modo a instruir o respeito entre os jogadores.

Portanto, percebe-se que essas atividades significam muito mais do que meros exercícios físicos, então devem ser valorizadas. Para isso, cabe ao Ministério da Educação, órgão responsável pelo ensino brasileiro, incentivar as práticas esportivas, por meio da implementação, em escolas, de programas com esse objetivo, como o Bolsa Atleta, com a finalidade de promover a cultura e a inclusão social desses jogos. Assim, futuros esportistas terão mais oportunidades de se expressarem.