O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil
Enviada em 02/07/2020
“Quem não sonhou em ser um jogador de futebol?".Essa é uma pergunta que a banda Skank faz em sua música “Uma Partida de Futebol” acerca do desejo das crianças do Brasil em se profissionalizarem em um esporte tão famoso no país.Não obstante, a canção se assimila a realidade brasileira, uma vez que uma nação visto por muitos como o “País do Futebol” ainda impossibilita muitas crianças de desfrutarem desse sonho , não só como pela falta de infraestrutura olímpica das escolas, mas também pela desigualdade social.Nesse sentido, faz-se pertinente analisar a importância do esporte como ferramenta de inclusão social, visando reverter este quadro.
Precipuamente, é inegável citar os benefícios que os jogos esportivos podem trazer, como o desenvolvimento da consciência coletiva e disciplina ao indivíduo.Dessa maneira, é possível observar que a prática dessas atividades também poderá promover o desenvolvimento de habilidades e com isso, a ascensão social do praticante.Isso é verificado ao analisar o filme “Meu Nome não é Rádio” o qual o jovem James adorava assistir os jogos de futebol americano de sua escola, porém possui uma deficiência mental e se sente “inferior” pelos seus colegas, até que um dia o treinador por meio do esporte inclui ele socialmente como seu auxiliar fazendo-o desenvolver percepções geográficas.Portanto, a atividade física também é uma forma de amenizar a desigualdade social do Brasil, já que muitos deficientes ainda não conseguem ser incluídos na sociedade contemporânea.
Outrossim, a falta de infraestrutura das escolas públicas brasileiras impede o estímulo do esporte aos alunos.Sob esse viés, de acordo com uma pesquisa feita pelo " O Globo” , de 6 a cada 10 escolas do Brasil não possuem quadras.Logo, se observa a negligência do Estado na construção desses locais que são necessários para uma educação eficiente da criança já que a disciplina de educação física está na BNCC (Base Nacional Comum Curricular).Isso reflete também no vasto investimento em locais públicos remotos de entretenimento esportivo ou centros de treinamento.Diante disso, muitas pessoas de baixa renda que são excelentes em algumas modalidades desistem da carreira por não terem recursos para tal ocorrência.
Torna-se evidente, portanto que o esporte necessita ser democratizado.Com isso, cabe ao Ministério de Educação incentivar a prática de esportes no intuito de incluir todos os cidadãos por meio da construção de ginásios nas escolas que sejam adeptos a qualquer tipo de deficiência, e no investimento em cursos profissionalizantes da área. Isso será concretizado ainda mais com a ajuda de subsídios do governo aos atletas que não possuem renda suficiente e palestras atentem sobre as vantagens dos jogos.Espera-se assim, um país mais igualitário e com mais oportunidades para realizar sonhos.