O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil

Enviada em 25/06/2020

São muitos os fatores envolvidos na discussão acerca do esporte como forma de inclusão social no Brasil. Durante a Primeira Guerra Mundial, ocorreu a chamada Trégua de Natal de 1914, na qual os soldados alemães e britânicos interromperam as hostilidades para trocarem presentes e jogarem partidas de futebol entre as trincheiras. Nessa lógica, observa-se que o esporte é capaz de transformar e aproximar pessoas distintas. Logo, a fim de compreender o problema e alcançar melhorias, basta analisar o papel do esporte na sociedade e como a falta de investimento estatal influi nesse cenário.

A priori, vale ressaltar que o envolvimento com esportes auxilia no desenvolvimento pessoal, profissional e social do indivíduo. Isso ocorre, sobretudo, devido aos fundamentos básicos das práticas esportivas, como a disciplina, o respeito as regras e a interação. Por conseguinte, em um país marcado pela desigualdade socioeconômica, por meio do esporte, diversos cidadãos encontram a chance de ascender socialmente. Somado a isso, pessoas portadoras de deficiências tornam-se mais independentes no seu dia-a-dia e desenvolvem habilidades cognitivas, motoras e sensoriais. Prova disso, é que organizações como a Associação Desportiva para Deficientes e o PROJOVEM, que leva atividades físicas para crianças carentes, apresentam ótimos resultados e contribuem diretamente para uma sociedade mais integrada.

Ainda neste ponto, é fundamental pontuar que, os benefícios provenientes do esporte não alcançam todas as pessoas que precisam. Com isso, muitos jovens sem perspectivas recorrem à atividades ilícitas, atraídos pela possibilidade de uma vida financeira satisfatória. Assim, nota-se inconformidade com o ideal de Sócrates, o qual diz que o esporte é fundamental para o desenvolvimento e formação do  ser humano, haja vista que o governo não auxilia e ampara o indivíduo nesse processo.

Nesse sentido, ficam evidentes, portanto, os elementos que colaboram com o atual quadro negativo do país. Ao Ministério da Educação, cabe elaborar palestras públicas em escolas com profissionais da área de educação física, a respeito dos benefícios do esporte nos âmbitos pessoais, sociais e profissionais, com o propósito de fomentar a prática entre os alunos e esclarecer as vantagens de praticar desportes. É imprescindível, também, que o Ministério do Planejamento priorize a continuação e o aperfeiçoamento de programas assistenciais desportivos, sejam eles públicos ou privados, além de criar um Plano Nacional de Inclusão Esportiva, mediante um maior repasse de verbas do Ministério da Fazenda, com o objetivo de tornar o esporte um instrumento educacional de integração e ascensão.