O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil
Enviada em 26/06/2020
Que País é Esse?" Essa pergunta revela um sentimento de indignação, e faz parte do título de uma das músicas da banda “Legião Urbana” de 1987. Esse título nos permite refletir a respeito da necessidade de iniciativas que contribuam para que o esporte brasileiro seja ferramenta de inclusão social no país. Para que esse desafio seja resolvido, é necessário a análise do que tange a passividade governamental e a falta de iniciativa popular.
Em primeira instância, deve se pontuar, que apesar da “Constituição Cidadã”, promulgada em 1988, garantir o esporte como direito para todos, não é isso que se observa quando olhamos a realidade. É notório o descaso do poder publico para universalização e desenvolvimento social do esporte em âmbito nacional. Nesse sentido, assim como pressuposto por John Locke, ocorre uma violação do “contrato social” , pois o Governo federal não cumpre seu papel de legitimação de um direito comum à sociedade brasileira.
Outrossim, deve frisar, que para a efetivação do esporte ser benéfica, a população deve estar ciente da importância do mesmo. O descaso governamental pelo esporte no país, reflete na sua desvalorização pelas pessoas, justamente pela falta de incentivo às práticas esportivas. Devido a isso percebe-se a necessidade de investimento pelo Governo Federal em políticas públicas que aproximem todos os cidadãos ao esporte, para que este, contribua para o desenvolvimento da nação na promoção do bem-estar social.
De acordo com os fatos, para a implementação de iniciativas que garantam o esporte como ferramenta de inclusão entre os indivíduos no Brasil, impasses de caráter político e social necessitam ser revertidos. O governo Federal, na figura do Ministério da Educação e Cultura deve capacitar as escolas e universidades públicas, a partir de uma parceria com os professores de educação física, para que promovam atividades esportivas, como gincanas e exercícios físicos para os estudantes.