O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil
Enviada em 21/08/2020
No limiar do século VIII, na Grécia Antiga, ocorreu o primeiro Jogo Olímpico no qual mulheres, estrangeiros e escravos por não serem considerados cidadãos eram restritos de participarem de tal prática. Nesse sentido, no século XXI, no Brasil, há impasses na efetivação do esporte como ferramenta de inclusão social, haja vista a negligência governamental, como também o preconceito enraizado na sociedade
Preliminarmente, é pertinente elencar que a exiguidade de investimentos do Governo prejudica a resolução dessa problemática. Desse modo, consoante o artigo 217, da Carta Constitucional de 1988, é dever do Estado fomentar práticas desportivas formais e não formais, como direito de todos, entretanto essa prerrogativa não é efetuada. Nessa perspectiva, segundo o jornal Folha de São Paulo, devido à falta de verbas, atletas brasileiros podem ficar fora das Olimpíadas Especiais. Portanto, é visível que o Legislativo propôs soluções, mas, indubitavelmente, não são compatíveis com a realidade do país.
Outrossim, é fundamental analisar que a discriminação fixada no corpo social é um empecilho na inserção social. Por esse ângulo, a música “Jogadeira”, composta por Cacau Fernandes, atual atacante do Corinthians, reflete o sexismo que as jogadoras da Seleção Brasileira Feminina tiveram que enfrentar até disputar a Copa do Mundo. Dessa forma, conforme o portal de notícias G1, atletas de futebol feminino lutam contra o preconceito e a falta de oportunidade no esporte. Logo, irrefutavelmente, a misoginia entranhada na população dificulta a integração das mulheres em ambientes profissionais, sendo assim, substancial a mudança desse quadro.
Em vista dos fatos elencados, são necessárias medidas que certifiquem a inclusão em todas as esferas sociais. Destarte, cabe ao Ministério da Cidadania criar programas em comunidades carentes, como criações de quadras de esportes e investimentos em acessórios esportivos, por meio de professores de educação física e profissionais capacitados, com a finalidade de garantir aos indivíduos seus direitos previstos na Magna Carta. Ademais, o Ministério da Educação deve promover projetos em institutos públicos e privados, como eventos e palestras, por intermédio de debates com jogadores de esportes diversos, com o objetivo de salientar a importância de anular qualquer forma de preconceito. Por conseguinte, não haverá a perpetuação do ocorrido na Grécia Antiga.