O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil

Enviada em 06/09/2020

No filme “Coach Carter-Treino para a vida”,o técnico Carter treina alunos desfavorecidos do Brooklyn,levando-os ao título do campeonato estadual de basquete e possibilitando o ganho de bolsas esportivas para o time.Fora da ficção,o cenário esportivo brasileiro ainda necessita de correções para funcionar,totalmente,como ferramenta de inclusão na sociedade.Tal fato,se deve não só pela a escassez de projetos esportivos em escolas públicas,como também pela inércia governamental no esporte em relação a áreas de favela.

Primordialmente,é perceptível que ações esportivas em unidades de ensino público não se apresentam em quantidade satisfatória.Consoante a isso,segundo o Instituto Brasileiro de Geografia Estatística(IBGE),somente 27% das escolas públicas possuem incentivos ao esporte.Nesse sentido,é nítido a despreocupação com o mesmo,que é extremamente benéfico,pois auxilia na formação do cidadão em vários aspectos como:a disciplina e o comprometimento com suas responsabilidades.Em suma,é indiscutível que medidas precisam ser tomadas para a solução desse impasse.

Por conseguinte,a falta de iniciativas esportivas do governo para as favelas do Brasil,se configuram como empecilho para a melhor utilização do esporte como ferramenta de inclusão social.Nesse viés,é válido ressaltar a judoca e medalhista olímpica Rafaela Silva,que foi descoberta por um programa comunitário,desenvolvido em sua comunidade por Flávio Canto-ex-judoca-.Nessa perspectiva,é notório que a inclusão por meio do esporte é viável e e deve ser ampliada.Sendo assim,é imprescindível que o governo direcione atenção para esse tipo de ação.

Portanto,é necessário que as escolas incentivem a prática ao esporte,por meio de eventos organizados por professores de educação física.Além disso,é necessário que o governo,unido a empresas privadas invistam em programas comunitários nas favelas,por meio de um projeto de lei entregue à câmara dos deputados,que destine 2% dos impostos brasileiros e 2% do lucro das multinacionais para a construção de ginásios poliesportivos nessas áreas.Espera-se com isso,a maior utilização do esporte como ferramenta de inclusão,tornando as ações do técnico Carter reais.