O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil
Enviada em 18/09/2020
De acordo com os dados históricos, o esporte teve origem na Grécia Antiga e com o exercício dele, os gregos almejavam, principalmente, a manutenção de um padrão estético. Entretanto, as mulheres e os estrangeiros eram proibidos de desfrutar de tal prática. Nesse sentido, o Brasil também falha na inclusão esportiva, em que os afetados são, na maioria das vezes, as classes mais baixas e, novamente, o grupo feminino. Isso ocorre devido á escassez de aplicação dos recursos governamentais visando á promoção do esporte e ao machismo estrutural, que afeta a presença de mulheres em certas modalidades.
De início, vale ressaltar que a Constituição de 1988 garante direitos igualitários em questões sociais, entre elas, a prática esportiva. Contudo, a escassez da aplicação de recursos governamentais visando á promoção de projetos direcionados à população mais pobre, evidencia o descumprimento da Lei advindo de alguns gestores. Nessa perspectiva, as comunidades brasileira carecem, muitas vezes, de formas de entretenimento, visto que o esporte também é uma de diversão, e de instruções para levar uma vida mais saudável. Sendo assim, os governantes precisam ter em seus planos a concretização da inclusão esportiva nas classes baixas, pois as atividades físicas estimulam a superação de limitações, o crescimento do espírito solidário e a vontade de lutar por melhores condições de vida.
Além disso, o Brasil enfrenta desafios para incluir as mulheres em algumas modalidades esportivas, assim como na Grécia Antiga. Esse cenário é vivenciado por causa do machismo estrutural que uma parcela da sociedade carrega, porque acreditam que as mulheres são menos aptas fisicamente para praticar determinado esporte. Tendo em vista isso, as competições femininas são fortemente desconsideradas por parte dos cidadãos, uma vez que eles alegam acharem as competições desinteressantes e sem profissionalismo. No entanto, o filme ‘‘Menina de ouro’’ retrata a história de Maggie, uma boxeadora que foi recusada por um treinador, ele afirmou que não treinava mulheres, mas a protagonista não desiste do boxe e consegue mudar a visão do homem a respeito da capacidade das mulheres em serem boas esportistas. Logo, é preciso superar o machismo para alcançar a inclusão igualitária em todas as modalidades.
Destarte, fica claro que o esporte pode funcionar como uma ferramenta de inclusão, mas enfrenta muitos desafios para efetivar isso. Logo é necessário que o Ministério da Cidadania construa quadras poliesportivas em comunidades pobre, por meio do maior destino de verbas para esse setor. Esses locais contará com a presença de educadores físicos que estimularão as pessoas a praticarem esporte e instruirão elas a se exercitarem do jeito correto, afim de promover inclusão dos indivíduos mais pobres