O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil
Enviada em 22/09/2020
Não há dúvidas que desde a Grécia Antiga, o esporte vem caminhando para se tornar uma alta ferramenta de inclusão, em que 776 a.C, os primeiros Jogos Olímpicos ocorreram, provendo uma participação de todo império. Com isso, surge a questão do esporte como meio para se “incluir” na sociedade, que persiste à realidade brasileira, seja pela educação garantida, impedindo que recorram a criminalidade, seja pelo interesse apenas nos recursos financeiros.
Dentre os fundamentos do esporte pode-se citar a disciplina, o respeito as regras e a interação; ideais que contribuem para a formação do sujeito social. Além da promoção da saúde física e psicológica apresentada através da alteridade e do autoconhecimento. Projetos já existentes como o Segundo Tempo e a Central Única das Favelas (CUFA) que levam atividades esportivas e culturais a crianças de baixa renda já apresentam ótimos resultados e depoimentos de superação.
Em contrapartida os benefícios não alcançam todos os lugares necessários. São casos isolados de comunidades onde há ascensão social, intelectual e pessoal em função do esporte. A maioria das crianças e dos adolescentes sem recursos ainda passam muito tempo nas ruas, dedicados ao ócio, consequentemente, aprendendo coisas negativas, seduzidas por uma vida financeira farta.
Portanto, diante do exposto, é imprescindível a adoção de medidas que visem assegurar que o esporte seja um mecanismo de interação social. Assim, faz-se necessário que a Secretaria de Cultura, por meio da ANCINE, priorize em seus editais de chamada pública, projetos que tematizem a função social das práticas desportivas, com o fito de demonstrar à sociedade como o papel do esporte está além do entretenimento. Ademais, urge que o Ministério da Educação, por intermédio de verbas públicas, incentive e desenvolva práticas esportivas nas escolas estaduais e municipais, por meio da criação de projetos sociais relacionados nessa área.