O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil
Enviada em 20/10/2020
A Constituição Federal de 1988, cita o dever do Estado na fomentação do esporte no Brasil, o que prevê uma série de direitos ao acesso ao esporte nas escolas, que são as principais formadoras de indivíduos na sociedade. Sob tal ângulo, observa-se a importância do esporte como uma ferramenta de inclusão social e também é observado que esse dever do Estado não está sendo realizada de forma correta e eficaz no país. Esse cenário ocorre em virtude da ausência de aplicabilidade da legislação e da falta de visibilidade do tema pela mídia.
Em primeiro lugar, convém mencionar a insuficiência estatal referente ao tema. Em relação a isso, o termo “ausente contumaz”, elaborado pelo ex-presidente Washington Luís, norteia a falta de participação concreta e eficaz dos órgãos públicos, em grande parte, com assuntos de aspectos sociais, como o esporte com a finalidade de incluir crianças e jovens à vida social. Essa ação negligente do Estado pode ser ratificada com a pouca prática de esportes em escolas, principalmente, em escolas municipais. Outro exemplo, foi visto em 2016, quando ocorreu no Brasil os Jogos Olímpicos e Paralímpicos no Rio Janeiro, onde surgiu um desfalque na verba para realização dos jogos, com isso quase não se realizou os Jogos Paralímpicos de verão, a confusão foi mostrada em um documentário recente da Netflix, “Pódio dos campeões”, onde destaca as dificuldades enfrentadas por atletas paralímpicos com o sonho de chegar as Olímpiadas Rio 2016.
Por conseguinte, é válido salientar a falta de visibilidade do tema pelos meios e comunicação. Nesse sentido, o linguista Noam Chomsky aponta os veículos de comunicação como agentes capazes de silenciar, muitas vezes, determinados assuntos, como fazem na baixa divulgação da falta de prática de esportes nas escolas brasileiras. Essa ocultação do problema por parte da imprensa colabora com seu agravamento do país, já que a carência de seriedade da temática contribui para o esquecimento e também falta de conhecimento desse percalço pela sociedade. Portanto, o não protagonismo da problemática, contribui para a exclusão social de diversas crianças e jovens, em especial, indivíduos com algum tipo de deficiência.
Torna-se evidente, portanto, que o imbróglio do esporte não sendo incluso nas atividades de rotina dos jovens brasileiros, se mostra um impedimento para inclusão social da população. Destarte, cabe ao Ministério da Educação, junto a Secretaria Especial do Esporte do Ministério da Cidadania, promoverem em escolas do país competições anuais para incentivo a prática dos diversos esportes, colocando cada classe como um país ou estado. Isso pode ser feito com verbas da própria escola e treinamentos nas aulas de educação física. Dessa forma, os jovens terão estímulo para a prática de esportes e inclusão.