O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil

Enviada em 03/11/2020

A copa do mundo de 2014 e as olimpíadas de 2016, no Brasil, demonstraram não só a relevância do esporte na terra tupiniquim, mas também as superações sociais vividas pelos atletas. Nesse sentido, é preciso que haja uma democratização mais ampla do esporte, para que por meio disto sobrevenha uma maior inserção das classes mais pobres da sociedade. No entanto, a negligência Estatal em garantir os direitos cívicos, juntamente com o caráter elitista do esporte dificultam esse cenário.

Em primeira análise, vale destacar que o acesso ao esporte é direito constitucional garantido pelo artigo 6 da constituição cidadã de 1988. Por outro lado, a inoperância de políticas públicas no que tange a promoção de práticas desportivas, fere a legislação brasileira e desrespeita parte da sociedade que depende do cumprimento desse artigo para usufruir do lazer. Dessa forma, os espaços para a prática do esporte não é frequentado pela maioria da população mais pobre, acentuando a segregação social.

Ademais, atrelado a segregação, a natureza elitista do esporte se faz também responsável pela dificuldade de inclusão. Historicamente, na Grécia antiga, o esporte era lazer praticado pela classe dominante, logo, o momento hodierno é consoante ao passado ao dificultar que pessoas mais pobres tenham acesso a práticas desportivas. Diante disso, segundo pesquisas da Fundação Getúlio Vargas(FGV), o Brasil ocupa a sétima posição dos países mais desiguais do mundo, evidenciando que características do passado ainda não foram vencidas.

Fica claro, portanto, que o esporte é ferramenta de inclusão. Nesse viés, cabe ao Governo Federal, por meio do novo Ministério da Cidadania, em conjunto ao Ministério da Educação, possam criar projetos de fixação de práticas desportivas nas escolas, abertas para a sociedade. Para isso, faz-se por meio do incentivo da formação de times amadores e espaços para os principais esportes praticados no Brasil, e que faça parte da grade curricular estudantil. Assim, a longo prazo, forma-se uma sociedade mais justa.