O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil

Enviada em 09/11/2020

Na Grécia antiga, os Jogos Olímpicos- originado em Olímpia- surgiu com o intuito de promover a amizade e integração entre os povos. Nesse âmbito, é notório como o esporte permanece tanto com esse mesmo intuito, como também vem sendo utilizado como uma forma de inclusão social, ainda que não efetivamente. Haja vista, não só a desigualdade social presente no Brasil, mas também a falta de incentivo do Estado em promover essa inclusão por meio do esporte.

A priori, vale destacar a constante desigualdade social na atualidade. No livro “Raízes do Brasil”, de Sérgio Buarque, é retratado como a segregação social é uma característica marcante da sociedade brasileira. Dessa maneira, os jovens de baixa renda visualizam o esporte como única forma de ascender financeiramente, visto que possuem dificuldades para adquirirem escolas, faculdades e trabalhos de qualidade. Sendo assim, o esporte deve parar de ser visto apenas como mero lazer, e se tornar um instrumento de inclusão social, buscando assim tirar o Brasil da categoria de 7º lugar de país mais desigual do mundo, segundo a PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento).

A posteriori, é importante salientar a falta de investimento e incentivo do Estado nesse meio de inclusão. A exemplo disso, o seriado “Os irmãos Freitas” conta a história de Alcino Popó que mediante ao boxe- e a ida para outro país buscando treinamento- conseguiu deixar a vida humilde e tornou-se campeão mundial de boxe. Fora da ficção, essa, infelizmente, não é a realidade de muitos jovens que treinam arduamente para se destacarem nessa área esportiva. Visto que, existe uma falta de estímulo por parte do Estado nessas práticas de educação física, o que acaba contrapondo com a teoria de Thomas Hobbes, de que o Estado deveria assumir a postura de “Leviatã”, isto é, protetor dos seus cidadãos e dos seus direitos acima de qualquer coisa.

Consoante a Lei da Inércia, proposta por Newton, um corpo tende a permanecer em movimento ou parado até que uma força externa atue sobre ele. Dessa forma, para que a sociedade brasileira não se mantenha inerte à problemática, faz-se necessário que o Ministério da Educação, em parceria com o Ministério da Cidadania, invistam em um projeto que por meio de estímulos financeiros e professores  voluntários de educação física, insira efetivamente o esporte na grade curricular das instituições de ensino, visando ressaltar o valor dessa área. Além de uma parceria com ONGs que proporcionem- a cada 3 meses- campeonatos em comunidades mais carentes, mediante a voluntários esportistas e a doações de instrumentos esportivos- bolas, redes, entre outros-, a fim de que os direitos sociais garantidos pela Constituição Federal de 1988 sejam efetivados, incluindo o esporte e o seu papel crucial na inclusão social.