O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil

Enviada em 12/11/2020

”Émile Durkhein, importante sociólogo, afirmava que o fato social era o grande influenciador do determinismo”. Nesse aspecto, o esporte desempenha um papel importantíssimo no contexto da inclusão social. Porém, é evidente que, no Brasil, esse ponto positivo é minimizado em função do baixo investimento. Infelizmente, fora das telas, as iniciativas para que o desporto tange uma ferramenta de inclusão social são negligenciadas no Brasil, seja em razão a desigualdade social, seja pela inoperância das estratégias estatais. A priori, a sociedade atual mantém-se em uma era onde a assimetria é constante e elevada. Segundo um estudo liberado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a concentração de renda aumentou em 2018 no país, os dados manifestam que o rendimento mensal dos 1% mais ricos do país é quase 34 vezes maior do que o rendimento da metade mais pobre da população. Nessa perspectiva, é possível afirmar que esses indicativos configuram uma ativa discrepância entre os indivíduos de classe baixa e média com a massa abastada da população. Nesse sentido, nota-se que a anomia presente na comunidade moderna é anticonstitucional e ilegítima pois fere as normas da Constituição Brasileira, dessa forma observa-se, que a carta magna tem como obrigações deveres de inclusão social e de eliminação das causas que geram a desigualdade e exclusão no Brasil. A posteriori, está o Estado com a sua ineficácia em incentivar o desporte no Brasil. A olimpíada de 2016, realizada no Rio de Janeiro, foi um grande marco para o Brasil, visto que atingiu a melhor colocação no quadro de medalhas, 13°lugar. Esse resultado mostra como a atividade desportiva é intrínseca na vida dos brasileiros, e que apesar de nem todos atingirem o nível profissional, o esporte é um meio de transformação individual. Nesse viés, a falta de incentivo financeiro por parte do governo é, uma das causas de afastamento dos treinamentos, pois muitos atletas não têm condições de participar de competições e, muitas vezes, precisam trabalhar para ajudar na renda familiar. Além disso, a baixa aplicação de recursos nos exercícios de base, praticados nas escolas, interfere já que são poucas as escolas públicas que têm o suporte estrutural para a prática esportiva. Portanto, é preciso considerar que medidas coesas em relação ao esporte devem ser tomadas. Conclui-se que, é mister para o crescimento do esporte brasileiro é preciso que haja um esforço coletivo. Desse modo, cabe as esferas investirem nos atletas, por meio de auxílio financeiro e da criação de um suporte de acompanhamento que busque captar novos atletas em comunidades carentes. Ademais, é necessário que eles melhorem as condições escolares, construindo e equipando quadras poliesportivas. Também é indispensável que as ONG’s continuem desenvolvendo sua função social. Somente assim será possível reduzir a influência do “determinismo” e aumentar a qualidade do desporte nacional.