O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil

Enviada em 17/12/2020

O Mito da Caverna, alegoria escrita po Platão, exlica a evolução do processo de conhecimento. Segundo o autor, os seres humanos se encontram prisioneiros de uma caverna, da qual estão habituados somente a ter uma ilusão do que veem como se fosse a verdadeira realidade. De maneira análoga ao presente, a questão do esporte como ferramenta de inclusão social, no Brasil, pode ser bem representada pelo mito, visto que esse é uma questão que vive às sombras da sociedade. Ademais, isso ocorre em razão da falta de políticas públicas de inclusão social, bem como a falta de debates sociais sobre o impasse.

Em primeiro plano, é necessário ressaltar que a falta de políticas públicas que auxiliem no incentivo ao esporte como meio de inclusão coopera para a permanência da marginalização social. Consoante a esse pensamento, o filósofo iluminista Jean Jacques Rousseau, em sua obra ‘‘Contrato Social’’, afirma que o Estado é responsável por viabilizar medidas de investimento que imperem para o bem-estar social. Nesse contexto, a partir do momento que o Estado se isenta de proteger ao direitos da população, deixando de criar medidas que incentivem o esporte como meio de inclusão social, ocorre a quebra do contrato social e refroça a estrutura social desigual do país.

Além disso, faz-se mister destacar que a falta de debates sociais que incentivem e reforce a importância do esporte como ferramenta social impera para a elitização deste. À luz disso, o filósofo alemão Hans Jonas, afirma que ‘‘Uma sociedade saudável deve ser capaz de reconhecer e corrigir suas enfermidades sociais, de modo que quebre com os padrões antigos’’. Diante disso, a sociedade é falha, ao limitar debates sobre a importância do esporte como ferramenta de inclusão para corrigir as patologias que a desigualdade trás. Desse modo, faz-se necessária a revisão do comportamento social, com a adesão de debates sociais para a maior democratização do lazer e do esporte.

Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para resolver o impasse, visto que esse é um problema de cunho político e social. Nesse viés, o Ministério da Educação, junto ao governo, deve criar medidas de investimentos em políticas públicas que permitam a correção da marginalização social junto com o esporte, por meio de um projeto de lei a ser entregue à Câmara dos Deputados. Nele deve constar que as escolas e universidades devem oferecer bolsas de estudo a partir do desenvolvimento do aluno nos esportes, assim como deve ocorrer campanhas sociais que reforçem a importância desse macanismo para a manutenção da inclusão social. Com fito de, ocorrer a quebra dos estruturas sociais patológicas e diminuir a elitização dos colégios, a partir da inclusão do esporte como mecanismo de correção das estruturas sociais.