O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil
Enviada em 02/12/2020
Conforme o ativista Nelson Mandela, o esporte é uma língua que todos entendem, reforça-se, então, a necessidade de valorização da prática esportiva. Porém, na sociedade brasileira contemporânea, o esporte, como ferramenta de inclusão social, não é plenamente efetivado, uma vez que não é democrático. Dessa maneira, deve-se analisar como a omissão escolar e a falta de investimento fortalecem a problemática, que, por isso, demanda de ação pontual.
Em primeiro plano, a falta de incentivo das escolas faz com que a inclusão social, por meio dos esportes, seja dificultada. Nesse viés, segundo o filósofo Immanuel Kant, é na educação que assenta a oportunidade de mudança da sociedade. A esse respeito, o esporte deve ser incentivado nas escolas, visto que é no âmbito escolar que as bases para convívio social deveriam ser ensinadas, haja vista que o esporte ensina a superar barreiras e limites, além de estimular a solidariedade e o respeito às diferenças. Dessa forma, enquanto a educação física não for incentivada nas escolas, o esporte, dificilmente, será democratizado.
Ademais, a negligência estatal corrobora para que a problemática seja mantida. Nessa perspectiva, de acordo com a Fundação Getúlio Vargas, a taxa de investimento brasileiro, somando setor público e privado, está no seu menor nível nos últimos 50 anos. Assim, tal dado é comprovado, pois a prática esportiva carece de aplicação financeira, como quadras para realização de exercícios, projetos que incentivem a prática regular e competições como forma de lazer e de ascensão social, como exemplo disso, o fenômeno Ronaldo, garoto oriundo da periferia, que ascendeu, economicamente, pelo futebol. Nesse sentido, é necessário o investimento público e privado para que esporte e cidadania estejam interligados.
Portanto, é dever do Ministério da Educação, órgão responsável pelo sistema educacional brasileiro, em parceria com as escolas, incluir mais aulas de educação física semanais, que não sejam feitas de maneira monótona somente para cumprimeno da grade curricular, mas como incentivadora da prática esportiva. Tal ação deve ser realizada por intermédio de professores da área e profissionais que relatem sua experiência com o esporte e seus benefícios, a fim de afirmar a prática esportiva como ferramenta de inclusão social. Somente assim, o esporte será uma língua que todos entendem, reforçando o ponto de vista de Mandela.