O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil
Enviada em 08/12/2020
Segundo o escritor brasileiro Carlos Drummond:” As leis não bastam, os lírios não nascem das flores”. De forma análoga, embora o esporte e a igualdade social estejam na Constituição de 1988, ainda é precário o acesso ao esporte somado ao alto grau de desigualdade social no século XXl, assim o esporte se apresenta como uma ferramenta de inclusão social no país. Tal conjuntura evidencia-se pela falta de investimento em estruturas e incentivos somados aos consequentes danos ao desenvolvimento social. Desse modo, é preciso haver ações reparadoras destes males.
Em primeira análise, é importante pontuar que o Brasil é deficitário em estruturas para o esporte, impedindo a sua massificação. Ademais, vê-se que há uma história de segregação no esporte, como por exemplo os Atenienses que, embora pregassem a importância de atividades físicas, apenas os considerados cidadãos – uma minoria privilegiada – tinha acessos. Nesse sentido, o Brasil atual perpetua tal segregação, uma vez que são poucos os oferecimentos de estruturas gratuitas e qualificadas à população e são poucos aqueles que possuem condições de pagar por este privilégio histórico. Logo, é nítido que os direitos básicos e essenciais não estão sendo oferecidos.
Em segunda análise, vê-se o exemplo anterior de Drummond, no qual ele cita a ineficácia das leis se estas não forem acompanhadas de ações que as tornem concretas em sociedade, e anule os danos da má distribuição dos direitos essenciais como o esporte. Ademais, a Constituição Federal de 1988- norma maior dos direitos civis – assegura no Artigo 217º, o dever do estado em fomentar práticas desportivas, nos quais são geradoras de transformações sociais, a exemplo da judoca brasileira Rafaela Silva, que abandonou as ruas após receber oportunidades no judô, tornando-se campeã olímpica. Com isso, é perceptível a falta de políticas de cunho prático em relação à melhoria do acesso ao esporte no Brasil.
Sendo assim, fica clara a necessidade de ações que amenize a falta de inclusão social no esporte no país. Portanto, o Ministério das Infraestruturas, em parceria com o Ministério da Cidadania, deve proporcionar quadras, salões e salas esportivas, todos devidamente equipados e conservados, somado a presença de profissionais esportivos nas áreas mais pobres. Como também, o Ministério da Educação juntamente com as instituições privadas com o intuito de arrecadar fundos para fomentar a diversidade esportiva nas escolas publicas de todo o país e aos alunos partir do ensino fundamental I afim de tornar o esporte acessível a todos. Somente assim, a cidadania estará de fato sendo exercida.