O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil

Enviada em 15/12/2020

A Constituição Cidadã, promulgada em 1988, prevê a garantia, dentre outras atribuições, do direito ao lazer e à igualdade de oportunidades aos indivíduos. No entanto, quando se observa a falta do uso do esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil, verifica-se que essa norma não é efetivada na prática, uma vez que ela ainda é muito restrita as pessoas com maior poder aquisitivo. Esse cenário antagônico é fruto tanto do descaso, quanto do pensamento coletivo.

Precipualmente, cabe citar que o problema hodierno deriva da baixa atuação dos setores goverenamentais, no que concerne ao combate à atual realidade inaceitável. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por intervir para solucionar qualquer impasse no meio coletivo. Entretanto, isso não ocorre no Brasil, devido à falta de atuação das autoridades no investimento esportivo como ferramenta de inclusão social, como por meio da escola incentivar e oferecer infraestrutura favoráveis à valorização e à prática do esporte entre os indivíduos, de forma a incluir os grupos desfavorecidos socialmente. Nesse sentido, convém a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Ademais, é imperativo ressaltar o pensamento coletivo como um dos perpetuadores da problática. Sob esse viés, de acordo com Shopenhauer, os limites do compo de visão de um indivíduo determinam seu entendimento a respeito do mundo. Partindo desse pressuposto, depreende-se que a carência do uso do esporte como ferramenta de inclusão social está diretamente relacionada a essa concepção, pois, muitas vezes, essa prática não estava inclusa no cotidiano das pessoas com um objetivo social claro. Por conseguinte, os brasileiros passaram a observar o esporte como algo lúdico e sem importância. Diante disso, faz-se mister uma ação estatal, para reverter essa situação deletéria.                      Assim, medidas exequíveis são necessárias para solucionar o problema. Destarte, com o intuito de promover o uso do esporte como ferramenta de inclusão social, no Brasil, complele ao Tribunal de Contas da União, em parceria com o Ministério da Cidadania e o MEC, direcionar capital que será revertido em criação de um projeto, o qual será realizado por atletas e por professores de educação física, por meio de campanhas, nas escolas e nas comunidades, que discutirão sobre a importância do esporte como meio de mudança e inserção coletiva. Tal ação contará também com investimento em infraestrutura para essa atividade, a fim de atenuar o descaso estatal e o pensamento social, que fazem persistir essa péssima realidade. Dessa forma, a Constituição Cidadã será efetivada.