O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil
Enviada em 08/01/2021
A Constituição Federal de 1988 -documento jurídico mais importante do país- prevê, em um dos seus artigos, o direito ao esporte e lazer como inerente a todo cidadão. Contudo, no atual cenário brasileiro, o esporte não é devidamente valorizado, o que impede que tal prerrogativa seja efetuada na prática. Diante disso, deve-se analisar quais motivos contibuem para a permanência da problemática no país.
Em primeiro plano, é importante ressaltar que a falta de investimentos é uma das causas do problema. Segundo Thomas Hobbes, é dever do Estado garantir o bem-estar dos cidadãos. Nesse contexto, nota-se que existe uma ineficiência do poder público em relação à baixas aplicações monetárias feitas no âmbito escolar e centros comunitários. Logo, tal negligência tem sido um impedimento para a inserção de atividades esportivas principalmente nas periferias do país.
Além disso, convém destacar o esporte como perspectiva para a redução da desigualdade. No filme “Gol! Um sonho impossível”, é narrada a história de Santiago Munez, que, vindo de uma família pobre, usa o futebol para vencer nos campos e na vida. Paralelamente, a realidade atual conta com inúmeros casos semelhantes, como por exemplo o Neymar Júnior que nasceu no subúrbio de São Paulo e hoje é um dos jogadores mais importantes do país. Assim, nota-se que tais práticas promovem não apenas a diversão, como também a socialização e ascenção social.
Torna-se evidente, portanto, que medidas são necessárias para resolver o impasse. Para ter o esporte como ferramenta de inclusão, urge que o Ministério da Cidadania -órgão governamental responsável pelas atividades esportivas- financie, por meio de investimentos estatais, a construção de centros esportivos nos municípios que inclua uma estrutura capacitada para a integração de deficientes, além de profissionais especializados. Espera-se, com isso, que o direito descrito na Constituição saia do papel e efetue-se na prática.