O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil
Enviada em 11/01/2021
A pensadora nigeriana Chimanda Adichie afirma que a ideia de mudar o status quo — ou seja, o estado das coisas é sempre penosa. Nessa perspectiva percebe-se uma inércia no estado de problemas como o do esporte sendo uma ferramenta de inclusão social, uma vez que o esporte pode transformar a vida de muitas pessoas. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um complexo problema, que se enraíza na base educacional lacunar e no silenciamento.
Em primeiro plano, é preciso salientar que a base educacional lacunar é uma causa latente do problema. De acordo com Paulo Freire, educador e filósofo brasileiro, as instituições de ensino só estão voltadas a passar conteúdos e informações, esquecendo-se de ensinar as crianças de que o esporte é muito mais que só futebol e que ele pode te levar a lugares inimagináveis.
Em segunda análise, é preciso atentar ao silenciamento presente na questão. Segundo Habermas, a linguagem é uma verdadeira forma de ação. Entretanto, assuntos como o do esporte não é um assunto recorrente entre as pessoas, mas é um assunto de suma importância para a nossa sociedade, uma vez que pode incluir pessoas com deficientes fazendo-se assim oportunidades iguais.
Portanto, o MEC — órgão responsável pela educação pública — em parceria com a prefeitura promova uma palestra nas escolas no período do contraturno, e que a lecionação seja feita por atletas que tiveram a sua vida transformada pelo esporte. Tal ação ocorreria com o intuito tirar o estereotipo da cabeça dos indivíduos de que futebol é sinônimo de esporte, mostrando também que o esporte é uma ferramenta de inclusão social muito importante e que todos devem poder participar independe de sua condição física. Assim, possivelmente, a mudança do estado das coisas seria menos dificultosa como a perspectiva de Adichie revelou.