O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil
Enviada em 12/01/2021
A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 217, o direito à prática esportiva. Entretanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que prediz na carta magna, uma vez que o esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil apresenta obstáculos, seja pela ausência de medidas governamentais, seja pela falta de ascensão na vida dos jovens.
É indubitável que um dos fatores que dificultam a integração das pessoas no esporte é a negligência dos setores governamentais. Nesse sentido, em um país conhecido como “o país do futebol”, o desleixo do Estado acarreta no mau reconhecimento pelo desporte e no desenvolvimento social da nação. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista Jhon Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrute de direitos indispensáveis.
Além disso, é imperial ressaltar que a carência de possibilidades na vida dos adolescentes está entre as causas do problema. Temos como exemplo, dessa forma, o filme brasileiro ‘‘Benzinho’’, um adolescente de classe média baixa é destaque no handebol e é convidado a jogar profissionalmente no exterior, o que possibilita a melhoria de sua vida financeira. Por vez, é inadmissível que em um país democrático, o campo da regência não garanta oportunidades ao incentivo para inserção social no esporte.
Portanto, pode-se perceber que o debate acerca da problemática é imprescindível para a construção de uma comunidade mais igualitária. Nessa lógica, é imperativo que o Governo promova debates e implementações de estratégias, por meio de discussões para inserir projetos de educação física e mais carga horária nas aulas práticas teóricas nas escolas públicas e privadas, assim como nas universidades, a fim de se ter uma igualdade perante o ideal escrito na Constituição de 1988. Dessa maneira, um Brasil consciente será alcançado.