O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil

Enviada em 13/01/2021

O jornalista Gilberto Dimenstein elaborou uma tese denominada “O Cidadão de Papel”, na qual o autor define o termo como o indivíduo que, apesar de possuir direitos na legislação, não os vivencia, devido à subtração deste pela esfera governamental. Fora da ficção, é fato que a expressão apresentada por Dimenstein pode ser relacionada as controvérsias do esporte. Diante dessa lógica, é indubitável afirmar que a dificuldade na inclusão social esportiva está ligada a falta de infraestrutura e a omissão governamental perante ao desporto.

Sob esse viés, nota-se que a infraestrutura é um pilar para a organização social, visto que proporcionam condições de melhoria no esporte. Nessa perspectiva, segundo o poeta Leandro Flores, “O esporte é a ferramenta de inserção social mais eficaz, pois, o resultado é imediato e as transformações surpreendentes”. Analogamente, percebe-se que o esporte com uma boa estrutura para ser praticado, leva a proporções maiores na sociedade, como a inclusão social. Desse modo, com uma boa base de organzação e capital no esporte, favorece a criação de lanços de amizade e uma interação social com o meio.

Outrossim, o descaso governamental em relação ao desporte é notório, já que a escassez de recursos é baixa e o investimento precário. Nesse sentido, de acordo com o G1, portal de notícias da Globo, cerca de 37% da população brasileira não pratica nenhum esporte. Sob tal ótica, constata-se que parte dessa porcentagem está vinculada a omissão governamental, uma vez que não incentivam a prática esportiva nem destinam o capital necessário para realização de tal atividade. Ademais, a interação do governo no esporte em áreas mais precárias, pode promover a evasão de pessoas em situação de rua, além de reduzir a criminalidade. Dessa forma, com a perpetuação do desleixo governamental, derivam ações negativas na sociedade.

Portanto, para que haja uma melhoria no cenário esportivo, é imprescindível o esforço coletivo entre comunidades e Estado. Por tudo isso, cabe ao Ministério do Esporte, em parceria com o governo federal, propor uma reeducação social, mediante campanhas de incentivo ao esporte, em televisões e internet, com o intuito de enaltecer sua importância. Em seguida, implementar políticas públicas e destinar um investimento para realizações esportivas, tudo isso por meio de verbas governamentais, em prol de promover a democratização do desporto e a inclusão social.