O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil
Enviada em 13/01/2021
No filme Forrest Gump: O contador de histórias, é possível perceber que Forrest, o personagem principal, mesmo com deficiências físicas e mentais consegue entrar para o time de futebol da faculdade, tornando-se o melhor jogador da liga. Nesse viés, o governo brasileiro, muitas vezes, não cria formas efetivas de apoio ao esporte para pessoas marginalizadas, como também não existe a inclusão para pessoas com problemas físicos ou mentais nas atividades escolares esportivas.
Nessa acepção, é notório ressaltar a tragetória de Gabriel Jesus, o jogador de futebol brasileiro que nasceu nas comunidades marginalizadas do Rio de Janeiro. Entretando com muito esforço, conseguiu realizar seu sonho no meio esportivo. Apesar de Gabriel Jesus ter sua carreira profissional concretizada, milhares de garotos que vivem nas períferias não conseguem ter o mesmo destino. De tal forma, é possível observar que o governo não oferece chances igualitárias, sendo assim, o esporte não é acessível para a comunidade pobre. Por conseguinte, certa parcela, desiste da esperança de ser jogador no “país do futebol”.
Além disso, as escolas não possuem atividades esportivas e auxíliares específicos para pessoas com deficiciências físicas e mentais. Sendo assim, acaba por excluir tal porcentagem estudantil. Nesse mesmo cenário, é necessário destacar que o esporte deve, não só ser uma atividade para o corpo, mas também uma ação para integrar o núcleo infantojuvenil e diminuir o bullying, uma problemática constante segundo os dados do IBGE. Dessa maneira, talvez, seja possível diminuir o preconceito na comunidade, tanto nos esportes, como fora dele.
É necessário, portanto, para ter inclusão social através do esporte, que o governo crie projetos ou dê apoio à ONGs que já fazem isso, como o “Programa Segundo Tempo”, que visa trazer as atividades esportivas para a comunidade mais pobre, com finalidade de promover a cidade e desenvolver uma sociedade ética e perseverante para seguir os seus objetivos. Ademais, é igualmente importante, que o MEC (Ministério da Educação) exija nas escolas de ensino público e particulares auxiliares esportivos para deficientes mentais e físicos, com atividades integradoras, a fim de que tal parcela sinta-se inclusa em grupos sociais e distante do bullying. Logo, talvez, seja possível através do esporte gerar uma nação íntegra e distante do preconceito.