O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil
Enviada em 14/01/2021
O futebolista paraibano Victor Ferraz formou, em João Pessoa, um clube de futebol que tem em seu intuito formar jogadores profissionais e ajudar famílias que passam por dificuldades financeiras. Nesse sentido, o projeto ajuda garotos dos 10 aos 17 anos que contam com acesso à escola, alimentação e suporte a seus familiares. Dessa maneira, fica claro que o esporte pode ser usado como meio de inclusão social. Logo, a falta de uma educação aliada a ele e a carência de um incentivo a modalidades esportivas não tão populares são problemas a serem combatidos.
Em primeiro lugar, vale ressaltar que, no Brasil, a educação muitas vezes é negligenciada. Nessa perspectiva, os projetos que aliam a pedagogia ao esporte são quase inexistentes. Desse modo, o filósofo John Locke fala que, no nascimento, a mente humana é como uma folha em branco e que uma boa educação pode estimular o pensamento racional e os talentos individuais. Assim, é necessário que as instituições quebrem paradigmas de que o ensino está ligado apenas à sala de aula, caso contrário, com os jovens não tendo projetos de incentivo ao esporte, com uma grande falta de oportunidade e incentivo, essas pessoas não têm como demonstrar e aperfeiçoar suas habilidades.
Além disso, é importante destacar que muitos esportes não são divulgados e incentivados pela mídia. Destarte, são poucos os atletas que se destacam nessas áreas. Em vista disso, entre os esportistas que se destacam, são frequentes histórias como a do canoísta Isaquias Queiroz, o qual ganhou 3 medalhas nas Olimpíadas do Rio de 2016, ele, filho de uma empregada doméstica, teve diversas dificuldades para treinar, preparar-se e se locomover até onde ocorriam as competições. Assim sendo, não é admissível que o Brasil, um país tão rico de talentos, perca tantos potenciais atletas por falta de incentivo e oportunidades por causa que a mídia, por visar apenas o lucro, não divulgue e, consequentemente, não incentive esses esportes.
Portanto, as iniciativas para fazer do esporte uma ferramenta de inclusão não podem ser negligenciadas. Destarte, urge que o Governo Federal, no papel do Ministério da Educação, por meio de projetos e campanhas, implante nas escolas e universidades centros de inserção que incentivem a prática de esporte aliada ao ensino, a fim de que os jovens possam desenvolver seus talentos individuais, haja vista que isso pode ajudar a ocorrer uma reformulação nesse cenário. Também é necessário que o Ministério do Esporte, junto à mídia, promova campanhas que estimulem, por meio de verbas, a prática de modalidades esportivas que não são tão reconhecidas em território nacional com o intuito de valorizar os indivíduos que se interessem por essas práticas. Com isso, essas atividades seriam uma ótima ferramenta de inclusão no Brasil.