O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil

Enviada em 15/01/2021

A Declaração Universal dos Direitos Humanos defende a todo cidadão o pleno direito ao esporte, sobretudo, no que se refere à inclusão da comunidade carente. Diante disso, a conjuntura dessa análise é distinta no Brasil, haja vista a precariedade dos espaços destinados à prática esportiva nas periferias do país. Isso se deve, essencialmente, pela ausência de investimentos na estruturação desses espaços públicos e pela falta de profissionais capacitados no auxílio esportivo à comunidade.

Sob esse viés, é necessário destacar que a carência de verbas destinadas à construção de locais esportivos dificulda o processo inclusivo de parte da sociedade. Nesse sentido, a Organização das Nações Unidas (ONU) defende a igualdade de direitos a todo ser humano, idependente da condição social. Contudo, o inacesso ao esporte é frequente dentro das periferias brasileiras. Com isso, jovens  e adultos desprovidos dessa modalidade de lazer acabam sendo induzidos ao consumo de drogas e bebidas alcólicas, além de atos criminosos. É inaceitável o Brasil, como país que sediou Copa do Mundo e Olimipiadas, permitir a persistência dessa problemática social em pleno século XXI.

Ademais, professores que auxiliem a população nesse ensino são raramente disponíveis em tais locais. Dessa maneira, Max Weber defendia que os valores eram os principais catalizadores das mudanças sociais, o que contraria a atual realidade, visto a falta de profissionais que incentivem a participação do público em projetos desportivos. Devido à isso, pessoas que buscam fazer parte dessas modalidades acabam não recebendo o devido auxílio, sendo prejudicadas em seu desenvolvimento. Sendo assim, é necessário buscar alternativas que resolvam o conflito de forma abrangente.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. O Ministério da Cidadania deve propor a criação de centros desportivos, por meio de um projeto entregue à câmara dos deputados. Tais centros devem ser implantados nas periferias do Brasil, com a presença de orientadores devidamente capacitados na aprendizagem das diferentes modalidades. Espera-se, com essa ação, a construção de uma sociedade mais inclusa no esporte.