O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil
Enviada em 19/03/2021
No desenrolar do filme “Para todos”, é retratada a relevância da prática esportiva para integrar as pessoas, por exemplo, os indivíduos que possuem deficiências e os com baixas condições financeiras. Analogamente, a ficção não diverge da contemporaneidade, tendo em vista a importância do esporte para a inclusão. Entretanto, não só a omissão do Estado, mas também uma falha educacional, prejudicam severamente a ação das atividades esportistas como uma ferramenta de mudança positiva na sociedade. A princípio, convém ressaltar a escassez de medidas governamentais que enfrentem a falta de acesso aos esportes. Tal fato ocorre, pois, ainda que na Constituição Federal de 1988 seja previsto o direito à saúde, a ausência de ações, como a implementação de ginásios esportivos nas áreas precárias, para o aumento da realização de exercícios físicos independente da classe social, impede que essa norma constitucional, na prática, seja plenamente evidenciada. Nesse âmbito, nota-se a quebra do Contrato Social, proposto pelo filósofo Thomas Hobbes, o qual afirma que é dever do Estado assegurar o cumprimento das leis. Em virtude disso, é inaceitável que esse cenário continue, visto que muitos indivíduos são excluídos da realização de deportes, o qual contribui para a melhora do condicionamento corporal, por não possuírem condições financeiras. Ademais, cabe avaliar o desprovimento de uma educação que evidencie os malefícios da discriminação no ambiente esportivo. Tal feito acontece, porque, sem um ensino que evidencie a maneira pela qual o preconceito pode ser um empecilho para os deficientes praticarem esportes, os infantes tem a tendência, em alguns casos, de zombarem das pessoas com alguma incapacidade no momento da realização dessas atividades. Nesse contexto, consoante o filósofo Immanuel Kant, a falta de investimento em educação contribui para o aparecimento de impasses sociais. Dessa forma, a ideia defendida pelo pensador não difere do contexto contemporâneo, tendo em consideração que muitos indivíduos, os quais possuem a disfunção de alguma estrutura psíquica, deixam de realizarem esportes por serem desprezados durante a exercitação. Logo, dados como esses são extremamente prejudiciais, uma vez que causam a desmotivação e a ausência de inclusão dos deficientes no meio esportista. Portanto, compete ao Ministério dos Direitos Humanos - responsável pelos direitos nessa área - construir quadras esportivas nas regiões precárias. Isso deve ser feito por meio de uma parceria com construtoras terceirizadas e da disponibilização de verbas. Essa ação possui a finalidade de aumentar a inclusão e o alcance dos indivíduos aos esportes. Além disso, o Governo deve fazer palestras nas escolas para combater a discriminação no meio esportista. Assim, espera-se que os direitos dos cidadãos sejam devidamente assegurados, como antes previsto por Hobbes.