O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil
Enviada em 06/07/2021
No filme americano “Um sonho possível”, o protagonista Michael é um jovem carente que é acolhido por uma família que o ajuda a ingressar no mundo do esporte e, com isso, ele consegue mudar de vida, sair de uma realidade difícil e realizar os seus sonhos. Análogo à isso, o esporte é capaz de interligar os indivíduos, ensinar sobre respeito, cooperação e auxiliar na construção de valores morais. No entanto, ainda há impasses na inclusão social gerada pela prática de esportes no corpo social. Nesse viés, asseguram-se a desigualdade de gênero e a falta de investimentos como pilares da problemática.
De início, cabe ressaltar que o esporte poderia ser uma ferramenta inclusiva de pessoas na sociedade, no entanto, acontece de forma desigual, segregando pessoas. Nessa linha de raciocínio, convém citar o período colonial brasileiro, em que a sociedade colonialista se fundamentou com a figura masculina como superior a feminina. Com base nisso, após anos passados, ainda perdura na sociedade a herança de desigualdadede gênero em muitas modalidades esportivas, especialmente no futebol, onde exaltam mais os homens, além dos maiores pagamentos serem direcionados aos jogadores masculinos, ocasionando um meio esportivo não inclusivo as mulheres. Dessa forma, é indubitável que esse pensamento arcaio enraizado no país se extingue, a fim de alcançar a igualdade de gênero no esporte.
Outrossim, vale citar o insuficiente investimento ao esporte no país e suas consequências. De acordo com a perspectiva filosófica de Jonh Locke, o Estado, através das leis, é responsável por garantir os direitos naturais dos indivíduos. Infere-se, assim, que a falta de infraestrutura de campinhos de futebol, clubes de natação e demais modalidades esportivas em favelas e locais públicos ocasiona uma maior desocupação de crianças e jovens, levando esses a mercê do álcool, drogas e prostituição. Ademais, muitas cidades interioranas não recebem verbas suficientes para manter o esporte presente no dia-a-dia dos munícipes, gerando um escasso aproveitamento dos benefícios da prática esportiva.
Diante do exposto, medidas são necessárias para tornar o esporte inclusivo no país. Para isso, o Ministério da Cidadania deve realizar um projeto de ampliação de investimentos em esporte nas áreas mais necessitadas do país como favelas e subúrbios, por meio da criação de escolinhas de futebol, basquete, natação, dentre outros. Ademais, implementar nesses locais aulas educativas sobre a importância do esporte no desenvolvimento social, tudo isso com o intuito de atender os diversos públicos a prática de esportes, promovendo a igualdade de gênero e oferecendo a crianças e jovens meios de entretenimento benefícos. Sendo assim, poder-se-á garantir o esporte como ferramenta inclusiva no país.