O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil
Enviada em 15/06/2021
A Constituição Federal, promulgada em 1988, garante a todos os cidadãos acesso à cultura e esportes, promovendo o bem-estar e interação social. Entretanto, o Brasil ainda é desafiado a fazer do esporte uma ferramenta de inclusão social e tem em vista obstáculos para integrar a sociedade. É notório que, o Direito Constitucional não está sendo realizado na prática, uma vez que cidades mais afastadas não acolhem uma parcela do público.
Em primeira análise, faltam espaços para a prática segura dos esportes em muitos bairros e cidades pequenas. Atualmente, o país passa por um crescente desenvolvimento, ocupando a nona maior economia mundial, então se espera atenção ao destino desse financeiro. Afinal, o cumprimento de metas mínimas é essencial para alcançar a população completamente, advém às prefeituras concretizar projetos de ginásios e centros esportivos porque sem eles aumenta o perigo aos participantes de jogos e brincadeiras que optam pelas ruas. Logo, a infraestrutura nas áreas mais afastadas também é menor, pois, os objetivos do governo não atendem medidas para integração das comunidades.
Em segunda análise, ressalta-se espaços em que há esportes dedicados a um público alvo padrão e não oportunizam prática a todos. Diante disso, vê-se na população a falta de participação em programas coletivos, principalmente porque não são inseridos nesses planejamentos. Neste contexto, é possível exemplificar a inexistência de recreações para idosos ou deficientes, considerando que os jovens são os participantes numerosos preferidos. Desse modo, alguns públicos se afastam dos esportes e se isolam, perdendo o convívio, como após a 2° Guerra Mundial quando os soldados mutilados não conseguiam participar, houve a necessidade de adaptar os esportes para englobá-los e não, apenas, esquecê-los.
Em suma, portanto, urge sanar desafios para transformar os esportes em ferramentas de inclusão social no Brasil. A fim de que a população seja englobada nos planos governamentais e participe de suas comunidades, o Ministério Público unido ao Ministério do Esporte deve ampliar projetos recreativos que abordem a terceira idade, bem como crianças e deficientes, públicos menos participativos. Por meio do Fundo de Investimentos Brasileiro será resolvido dificuldades de inserção de ginásios, centros da juventude e quadras poliesportivas. Somente assim, a Constituição Federal estará trazendo plenitude ao povo brasileiro.