O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil
Enviada em 19/07/2021
É indispensável salientar que a Constituição brasileira de 1988 garante que a União, no Artigo 217, a fomentação de práticas desportivas formais e não formais, como direito de cada cidadão. No entanto, o Estado brasileiro não está conseguindo realizar essa promoção esportiva. Isso inviabiliza o uso do esporte como excelente ferramenta de inclusão social, pois projetos sociais necessitam de grandes investimentos financeiros para atenderem as comunidades carentes, e consequentemente melhorar as projeções de vida do público infantojuvenil.
Em primeira análise, vê-se que as práticas esportivas carecem de recursos financeiros por parte do poder público. Desse modo, muitos projetos sociais que viabilizem o esporte, como um meio de contribuir para socialização das crianças é financiado por civis. Por exemplo, o jogador de futebol Neymar, é responsável por prover um instituto que atinge mais de 10 mil pessoas na cidade de Praia Grande. Esse grandioso projeto ultrapassa o ensino de esportes, pois conta com bibliotecas e atividades culturais. Entretanto, esse trabalho de retirar jovens de áreas de riscos e socialmente vulneráveis deve ser realizado pelo Estado. Logo, as práticas desportivas assegurada pela Constituição necessitam de ações concretas com criação de políticas públicas específicas buscando a inclusão social.
Ademais, cabe salientar que as práticas esportivas possibilitam uma vida melhor para os integrantes dos projetos sociais. Dessa forma, o esporte proporciona o aumento da capacidade cognitiva, o desenvolvimento de competências de coletividade e o caráter disciplinador dos alunos. De acordo, o educador físico Diego Diedrich afirma, “O esporte tem capacidade de transformar pensamentos, educando os estudantes pelo movimento”. Com todos esses benefícios torna-se primordial aumentar o acesso da juventude para essas práticas. Sendo assim, o meio esportivo necessita ser visto além de competições, pois é um valioso modo de construção de valores e estímulos para socialização dos jovens.
Portanto, fica evidente a necessidade de medidas que venham ampliar o acesso ao esporte como ferramenta de inclusão. Por conseguinte, cabe ao Ministério do Esporte procurar parceria com empresas privadas para criação de projetos esportivos. Isso será feito por meio da construção de espaços destinados para ações esportivas pelo governo e a manutenção dos gastos, como água, luz, materiais e os profissionais pagos pelas empresas parceiras. Com isso, possibilitar as vantagens que o contato do esporte gera no maior número possível de crianças e adolescentes. Somente assim, s práticas desportivas efetivarem-se como um pilar da cidadania brasileira.