O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil

Enviada em 30/07/2021

O filósofo Raimundo de Teixeira Mendes, em 1889, adaptou o lema “Ordem e Progresso” não só para a Bandeira Nacional Brasileira, mas também para o país que, atualmente, enfrenta inúmeros empecilhos para o incentivamento do esporte como ferramenta de inclusão social. Esse panorama ainda vigente é atestado muito por conta de uma grande negligência governamental junto de uma avantajada omissão familar.

Sob esse viés, vale lembrar que no ano de 2019 houve a primeira transmissão nacional em uma emissora televisiva de uma Copa do mundo feminina, fator esse que foi coadjuvante para um maior reconhecimento e busca por informação sobre tal modalidade. Todavia, o fato ocorreu tardiamente visto que devido a um descaso por parte do governo não são disponibilizadas verbas para investir tanto no futebol feminino quanto em outras modalidades como o vôlei de praia, rugby, skate, judô, ginástica, dentre outros.

Outro ponto que cabe ser enaltecido é a omissão familiar que de acordo com filósofo Michel Foucault em seus estudos acerca das Palavras Proibidas, concluiu que a sociedade atual tende a considerar como tabu assuntos que causam desconforto. Nessa perspectiva, afirma-se que a incentivação de outras modalidades esportivas no Brasil que ocasionam em uma inclusão social, vem sofrendo diariamente com preconceitos, falta de verbas e descasos, assim, gerando uma ausência de confiança familiar ao permitir que seus filhos e parentes adentrem nos esportes.

Portanto, é de indubitável importância que o Governo Federal juntamente do Ministério da Cidadania e a Câmara dos Deputados disponibilizem de mais verbas em outras modalidades esportivas, além do futebol masculino, e que promulguem leis promovendo a obrigatoriedade de centros esportivos em todas as escolas e praças públicas, visando propor um estímulo maior acerca da procura e aptidão pelo esporte. Do mesmo modo, é de extrema necessidade que as famílias e escolas quebrem tais paradigmas criados nos séculos passados onde apenas os homens brancos, com uma elevada classe social tinham o direito de dispor do esporte, estabelecendo tal primordialidade por meio de palestras, aulas, ações na comunidade e encorajamento a todos os que sentem o anseio de seguir determinada carreira, tendecionando os jovens e crianças a não sentirem medo de praticar essa ferramenta de integração coletiva e assim, fazer com que o lema da Bandeira Nacional Brasileira seja devidamente honrado e garantido.