O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil

Enviada em 29/07/2021

O romance “Utopia” _ criado pelo escritor inglês Thomas More no século XVI _ retrata uma civilização perfeita e idealizada, na qual a engrenagem social é altamente segura e desprovida de conflitos e problemas. De maneira análoga, a obra fictícia de More mostra-se distante da realidade hodierna no tocante ao esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil, o qual encontra-se totalmente desvalorizado no cenário social do país. A partir disso, percebe-se a negligência governamental e a falta de incentivo familiar.

Em primeiro plano, evidencia-se a ineficiência do governo na garantia e manutenção do bem-estar social. Com isso, a sociedade não dispõe de meios que facilitem a consolidação das virtudes presentes na Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), a qual garante o direito mundial à prática esportiva. Nesse sentido, é evidente a negligência governamental disposta em solo, o que causa em âmbito social frequentes restrições fundamentais ao indivíduo, como a limitação da integração social com a população. Destarte, o pensamento do filósofo John Locke, o qual afirma ser dever do Estado garantir meios que assegurem qualidade de vida ao corpo social, configura a incompetência da máquina administrativa da pátria.

Ademais, é perceptível a falta de incentivo familiar perante a execução de atividades esportivas, visto que a atual sociedade encontra-se mais restrita ao convívio direto com o público. Nesse contexto, os indivíduos que habitam o território brasileiro são desprovidos de conhecimentos básicos acerca dos benefícios que o esporte pode trazer ao meio social, já que além de promover uma inclusão, também proporciona beneficiação à saúde do  ser humano. Dessa forma, o pensamento do naturalista Lamarck, o qual afirma que o local em que o indivíduo está inserido o influencia e o modifica, reafirma como as pessoas podem ser influenciadas pelo local que habitam e pelos entes que convivem.

Portanto, faz-se necessário o debate refente ao  esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil. Assim, cabe ao Poder Executivo, especificamente ao Ministério da Cidadania, a elaboração de projetos que visem garantir meios as diversas formas esportivas na nação, com o objetivo  de assegurar os direitos fundamentais do indivíduo. Além de providenciar com o Ministério da Educação, órgão com instância máxima dos aspectos administrativos educacionais do  país, campanhas, mediante verbas governamentais, que conscientizem a sociedade sobre os benefícios do esporte e de seu poder de inclusão social. Tais campanhas devem ser disseminadas na mídia, com o intuito de promover a criação de uma sociedade íntegra e estruturar a formação de uma “Utopia”.