O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil

Enviada em 01/08/2021

Consoante a Constituição Federal de 1988, é dever do Estado promover práticas desportivas. No entanto, hodiernamente, a importância do esporte não tem a devida visibilidade, o que torna imprescindível a discussão acerca de sua relevância, como o seu caráter inclusivo, o qual não só influencia a diminuição de desigualdades, como também propicia a integração de alunos nas escolas.

De início, é essencial destacar que o exercício esportivo pode ser um redutor de iniquidades sociais. Isso porque moradores de locais marginalizados socialmente em razão da histórica urbanização acelerada têm o esporte como um caminho para a ascensão social. Um exemplo disso é a jogadora de futebol brasileira Marta, que morava numa região periférica no interior de Alagoas e, por meio do esporte, conseguiu mudar sua vida e se tornar a atleta mais premiada do futebol feminino. Sob esse viés, fica claro que o reconhecimento do esporte como socialmente revolucionário faz-se mister.

Outrossim, convém também ressaltar um aumento da integração de jovens como um dos resultados de atividades esportivas. Isso se explica pelo fato de aulas de educação física nas escolas, por exemplo, terem a capacidade de fomentar a empatia nas relações sociais. À luz disso, tal possibilidade se relaciona com a frase “O esporte tem o poder de unir as pessoas de um modo que poucas coisas podem fazer”, do ativista político sul-africano Nelson Mandela, já que demonstra o potencial transformador da realização de exercício físico. Nesse contexto, torna-se inegável que o esporte é um agente socializador e, por conseguinte, é fundamental à inserção de alunos nos contextos sociais.

Em face do exposto, portanto, medidas são cruciais para garantir que os exercícios desportivos possam ser perpetuados como ferramentas de inclusão social.  Logo, compete ao Ministério da Cidadania, mediante parceria com veículos midiáticos, promover propagandas sobre o Bolsa Atleta -programa de patrocínio a desportistas-, com o fito de incentivar a prática de esportes entre os jovens. Ademais, cabe ao Ministério da Educação, por meio da destinação de mais verbas à área esportiva, viabilizar o desenvolvimento de um projeto de jogos estudantis nas intituições de ensino, a fim de impulsionar a participação dos alunos em variados esportes e, desse modo, possibilitar sua integração. Feito isso, a determinação da Carta Magna poderá ser plenamente cumprida.