O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil
Enviada em 16/08/2021
É cognoscível que o esporte é importante na formação social desde a antiguidade. Embora sua importância como ferramenta de inclusão social tenha se destacado com o tempo, o Brasil ainda sofre com certas limitações. Isso deve-se, sobretudo, ao escasso apoio governamental aos atletas sem clube e aos projetos socioeducativos. Logo, são imprescindíveis mais ações do Estado, tendo em vista mudar esse cenário. A princípio, convém ressaltar que, a atuação omissa do Estado no que tange o apoio aos atletas nacionais sem clube é alarmante. Na edição dos Jogos Olímpicos de 2021, na modalidade arremesso de peso, o representante brasileiro, Darlan Romani, conquistou o quarto lugar. Todavia, seu desempenho torna-se ainda mais marcante pelo fato de o atleta ter treinado em terrenos baldios e sem qualquer estrutura antes dos jogos. Ou seja, a falta de apoio estrutural e financeiro compromete o desempenho de inúmeros atletas como Darlan.
Outrossim, perceber o descaso do governo para com a prática esportiva a nível social preocupa. Com a extinção do Ministério do Esporte em 2019, perde-se um agente importante dessa ferramenta inclusiva em outras esferas como a educacional, por exemplo. Sem uma massa que coordene a participação do esporte em instância nacional, camadas muitas sociais são afetadas, incluindo a formação cidadã.
Portanto, fica clara a necessidade de elucidar essa questão. Posto isso, cabe ao Estado investir mais na prática esportiva; para tal, reativar o Ministério do Esporte a fim de que isso, adjunto à iniciativa privada, pode melhor captar e distribuir verba para os atletas nacionais sem clube é uma possibilidade. Além disso, em parceria com o Ministério da Educação, promover a prática esportiva entre escolas e em suas respectivas comunidades também é viável. Desse modo, o esporte como agente de formação e inclusão social, seria melhor praticado, valorizado e eficiente quanto a essas funções.