O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil
Enviada em 15/09/2021
Nos quadrinhos da “Turma da Mônica", o personagem Luca é cadeirante, e seus amigos sempre o incluem nos esportes como futebol e basquete. Fora dos quadrinhos, porém, no Brasil atual é notório que essa inclusão por meio do esporte é precária, haja vista que, a falta de investimentos e a base educacional deficitária impede uma maior inclusão social de pessoas deficientes no meio esportivo.
Em primeiro plano, é preciso atentar para a falta de investimentos presente na questão. Sabe-se que a base de uma sociedade capitalista é o capital, como explicam filósofos como Marx. Nesse sentido, para serem resolvidos problemas dentro do contexto capitalista, faz-se necessário investimento financeiro. Nessa perspectiva, existe uma falta de investimentos por parte do governo em patrocinar e subsidiar atletas com deficiência, tornando difícil a inclusão dos mesmos em campeonatos e olimpíadas. Logo, há uma lacuna de investimento na questão do esporte como meio de inclusão, que tem sido negligenciado, o que torna sua solução mais difícil de ser alcançada.
Além disso, cabe ressaltar que a base educacional ineficaz é um forte empecilho para a resolução do problema. Para Kant, o ser humano é o que a educação faz dele. Nesse sentido, as escolas não têm promovido dinâmicas e projetos nas aulas de educação física que visem tornar o esporte mais acessível para os alunos deficientes, e além disso, não traz a problemática para ser discutida dentro da sala de aula, a fim de tornar o problema menos silenciado. Assim, a escola em vez de promover mecanismos para melhorar a inclusão social no esporte, acaba consolidando o óbice.
Portanto, medidas são necessárias para a resolução do problema. Cabe o Ministério do Esporte -responsável por garantir o desenvolvimento de políticas e incentivos para o esporte- por intermédio de investimentos nessa área para atletas deficientes, realizar projetos públicos como a criação de centros de treinamentos financiados pelo ministério, para ajudar no treinamento e despesas no esporte, a fim de que se torne mais acessível, e torne possível conseguir patrocínios para tais atletas participarem de campeonatos e olimpíadas. Outrossim, cabe às escolas, promover palestras que discutem sobre a problemática, e ainda, reformule os assuntos abordados nas aulas de educação física, a fim de incluir jogos mais inclusivos para pessoas deficientes. Somente assim, será possível reverter o quadro e ademais, garantir que a situação de Luca se torne realidade na sociedade brasileira.