O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil

Enviada em 22/09/2021

De acordo com a Constituição Federal de 1998, “É dever do Estado fomentar práticas desportivas formais e não formais, como direito de cada um”. No entanto, na atual sociedade brasileira, a prerrogativa não tem se concretizado como desejado pela população, quando se é observado a falta de iniciativas para que o esporte seja uma ferramenta de inclusão social. Isso se deve à ausência de investimentos no esporte para pessoas com deficiência e a carência de projetos sociais em comunidades carentes. Desse modo, é nítido que o desinteresse do Estado em relação às atividaes esportivas contribuem negativamente para o cenário.

É notório que, a escassez de investimentos nas atividades esportivas para pessoas com deficiência, agrava a problemática. O capoeirista Braulio Alves Soares, adequou os movimentos do esporte para que crianças com deficiência pudessem praticar com mais facilidade. Entretanto, mesmo com projeto já criado, ainda faltava um lugar para colocá-lo em prática, Braulio foi apoiado pela diretora da Escola Municipal Maria Mariquita que cedeu o espaço escolar para o projeto Capoeira Adaptada. Dessa maneira, é perceptível a necessidade de investimentos e incentivos do Estado.

Ademais, as comunidades carentes e periféricas são grupos sociais que sofrem com a ausência de projetos esportivos. Além dos benefícios para a saúde física e psicológica, o esporte impede que crianças e adolescentes recorram á criminalidade em comunidades carentes. Projetos que já estão em ação, como o Projovem e a Central Única das  Favelas (CUFA), levam atividades esportivas e culturais para crianças de baixa renda, já mostram resultados positivos e depoimentos de superação. Contudo, os benefícios alcançam poucos lugares, são poucos casos onde a comunidade apresentada a tal projeto alcança a ascensão social, intelectual e pessoal, ainda há  muitas crianças expostas a coisas negativas. Assim, a prática de atividades esportivas oferece um ambiente saudável em grupo, o que reduz o risco de realizar práticas nocivas a si mesmo e aos outros.

Em virtude  dos fatos mencionados, faz-se necessário que o Estado por parte do Ministério do Esporte invista em infra estruturas para a comunidade portadora de deficiência praticar esportes, com a  finalidade  tornar possível a inclusão social no cenário esportivo. Logo, cabe a ONG’s que ampliem os projetos de inclusão que usem o esporte como ferramenta a fim de mudar tal quadro, tais como escola de futebol e academias de artes marciais em complexos e aglomerados habitacionais onde o recurso é escasso, para a melhoria da sociedade. Desse modo, a prerrogativa da Constituição Federal de 1998, será aplicada com suceso na sociedade.